Vinheta do video instirucional Dublês de Poeta



Escrito por Dublês de Poeta às 16h50
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Produção e dublagem de idéias

Quem curte churrasco de boto rosa ao inves de golfinho assado no  forno porque é mais saudável me add. Porque a vibe certa justifica a vibe errada.

Visitem também o   A melhor revista online do gueto cult



Escrito por Dublês de Poeta às 03h42
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Literatura

Eu, operário das letras. Ferramentas em mãos, em nome dos sonhos: ataque! Pois a realidade cai diante dos meus olhos, tão amorfa como sempre foi. Fiz deste espaço um grande devaneio e aprendizado. Bati na literatura e apanhei dela. Não fiz outra coisa se não buscá-la. Crítica, poesia, humor, música, letra e etc. Não mudei o layout e não pedi comentários. Fui receptivo por instinto, nunca por reciprocidade. Minha gratidão e troca foi com a literatura.

Preciso completar algo. em nome do Deus da literatura,

te amo.

 > 
Estarei nestes links. Saudações.
DUBLES DE POETA - Caiocito

 TWITTER.COM/CAIOCITO



Escrito por Dublês de Poeta às 16h48
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Coisas que a Faculdade de Jornalismo não ensina

 

- Jornalismo é um curso relacionado às ciências humanas. Se você é E.T, dica: não faça jornalismo. Astrologia e Astronomia sãs boas opções.

 

 - Uma entrevista é uma co-autoria, assinada pelo jornalista e entrevistado. Você precisa ter sensibilidade para saber até onde vai sua autonomia na edição. Geralmente ela termina onde começa a autonomia do entrevistado. Dica: Você tem que ter muita paciência para explicar isso ao entrevistado também.

 

- É bom conhecer o que é Lead e pirâmide invertida para você ampliar o modo de se escrever uma mesma notícia.

 

- Jornalismo Literário é Nelson Rodrigues dilacerando e dissecando a família brasileira. É Machado de Assis narrando a sociedade na qual ele viveu. É a crítica de Bernard Shaw aos modos aristocráticos de sua época.

 

- O jornalista é um pensador de pautas. O que é relevante discutir? Quem faz a notícia e quem divulga as informações são outras pessoas...

 

- Estilo ou técnica? Quanto mais você desenvolve seu estilo, e passa a ter o domínio completo dele, mais você consegue encaixá-lo em qualquer técnica. Manoel de Barros compreende o estilo como um “estigma do homem”. Meu professor de redação Jornalística, Edmundo Novaes, sempre gostou de dizer que “se você não tem estilo, crie um”. O estilo é simplesmente o conceito tomando uma forma. E todo conceito aplicado na prática toma uma forma muito particular.

 

- Coloque adoçante e menos gemas de ovos nas matérias. Evita o colesterol.

 

- “Toda Unanimidade é burra”, Nelson Rodrigues.

 

- Se beber não dirija. Se dirigir não beba. Use camisinha.

 

- Regras não são quebradas, você pode aperfeiçoá-las. Em último caso, jamais seguí-las.

 

- Quando o Bolo não saí igual a foto da receita. pode ter certeza que você criou um novo bolo pior, se a intenção foi copiar.

 

- Jornalismo é uma invenção.



Escrito por Dublês de Poeta às 17h08
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Twitter?

A evolução anda para trás, como profetizou Manoel de Barros. Encontrei a máxima na boca da jude: quem está fora de sua época para trás é desprezível. Quem está fora de sua época para frente é compreensível. Mas eu sou um homem contemporâneo.

 

Imagino que ninguém me lê, além dos meus amigos. Escrevo para mim e para ter a certeza que escrevo melhor. Caso contrário teriam que me pagar. Suponho então que escrevo por eles e para eles. Em tom discursivo e idealista.

Andei pensando em Twitter (sic). Os alemães estão fodidos com essa nova ferramenta, já os japoneses eu não sei. Eu criei o twoítem que consiste em escrever em duas sílabas. Como pensávamos antes, com o verbo com um ou dois sons. Uma ou duas sílabas. No decorrer vieram os tempos verbais; diz no presente, dis-se no pretérito, di-ri-a no futuro. Recentemente descobri um texto do Nietzsche já nos padões avançados em minha nova versão twittês. Perceba-se que é uma tradução minha, livre, do deutsch para o tuga:

“Este Twitter é para poucos. Talvez nenhum deles ainda viva” – Nietzsche by Caiocito

 

É o que eu chamei imbecilmente de Twoítem. Você só pode usar duas sílabas por palavra, naquilo que se pode expressar em 140 caracteres. Então você tem que dizer tudo em duas contas. Pode usar o inglês (língua de todos) ou mentir. Na ânsia de ser além Niet, criei o Cu-it’s também.

 

http://www.twitter.com/caiocito



Escrito por Dublês de Poeta às 14h04
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Meu nome é legião

Entrevista com o maior escritor de língua portuguesa, Lobo Antunes, o que não é mérito nem demérito. E o anticlima, quebra de astral e etc total que o jornalista impões ao Antunes, quando interrogado se se sentiria à vontade como entrevistado. No que antunes responde se o jornalista se sentiria à vontade como entrevistador. (?) Muito bom essa hostilidade gentil de um debate amoroso. Nunca vi um jornalista brasileiro agir assim. No que me tomo de inveja. Não são duas almas portuguesas sarcásticas. Eles debatam ali no limiar do sarcasmo sem saber que ali o fazem. Coisa de portugues mesmo, levando tudo ao pé da letra, até a mais infame metáfora. Mas se você quiser sair à francesa, diga que está honrado com a presença de seu debatedor, e és um privilegiado por estar ali promovendo tal debate com duas almas fofinhas nas mesmas duas mentes brilhantes.

Mas só o início desta entrevista é boa. De mais a pior... é meu o complexo de éditor.

 

l

Caralho, pá.

Loteria esportiva

Jornalismo (PT) x Escritor (PT) 

(obs1 - jornalista joga em casa)

Palpite: Jornalista 0 x 1 Escritor

Resultado: Jornalista 3 x 1 Escritor

(obs2 - Eu sempre torço contra o jornalista)



Escrito por Dublês de Poeta às 09h30
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 Vikings, Americanos, Poetas, Google...

 

Escutei o poeta Ginsberg no Blog do Gustavo. Se passou despercebido, clique aqui. Ginsberg  prestando contas com a pátria. Aquilo foi muito americano. Existe um vazio imenso em todo grande sonho. Michael, eles não ligam pra gente!

 

Derramei o seu Jazz em cima do meu pandero
America, they don't care about us.
Fritei ovo com gema quebrada em cima do seu hamburguer
America, they don't care about us
America, look that come, look for...
America, o sonho não acabou.
Porque tão otimista - até mais do que eu.
America, você não morreu e o sonho não acabou e tudo aquilo mais.
Vejo os ratos chineses invadirem minha casa pelo porão.
E ainda praguejam  seus enlatados.
America, they don't care about us.

 

America

see ya



Escrito por Dublês de Poeta às 11h18
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Oração - "Sou descendente de viking. Sou filho da natureza"



Escrito por Dublês de Poeta às 21h44
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Aprender pelo contexto e compartilhar pelo bom gosto

Outro dia vi uma opera no Palácio das Artes - uma ópera bo ba, como, aliás, deveria e são todas as óperas. No final uma discussão sobre o fim das letras na música e popularização da música por um enredo, narração, macarrão.

Pouco se atreve nas letras e pouco atrevidos são os letristas e adaptistas e enredistas e salsichas. Ouço e leio sempre os comentariantes e opiniantes e refrigerantes públicos sobre esse assunto e mexo os ombros, só o esquerdo. Sempre procurei a opnião desconhecida. A opnião anônima, ao contrário da popular. Quando digo anônima, é aquela a flor da pele. Ao contrário da profunda.

Então perguntei a quem entende de música. Um ser que pratica a misantropia, um sábio da misantropia, por mais paradoxo que soe isso, se comparado à sabedoria. O que difere e divaga no experimentalismo da opnião não viciada.

- E aí Cachola, o que achou da ópera?

- Bom, a introdução é imperdível Lê-se no alto, perto das nuvens, basta ver grandioso cartaz!

Outdoor:

Texto de Shakespeare e adaptação de Verdi

Macbeth - No Grande Palácio das Artes

Realmente, parece imperdível. E o Teatro estava lotado mesmo. Ao contrário da estréia do documentário brasileiro Löki, sobre Arnaldo Baptista. Que a introdução já dá um enjôo. Basta lembrar de qualquer apresentação de um filme nacional pelo Canal Brasil e vem logo um mal-estar acompanhado de um mal-gosto quando surge a vinheta: “o Canal Brasil apresenta... mais um filme brasileiro”. Löki não traz nada de novo em relação aos mutantes. Nada que não se possa achar na internet. O ineditismo está em alguns depoimentos do Arnaldo,  e o fato - fetichista - de ver os Mutantes numa telona de cinema.

Au revoir, Filisteus.



Escrito por Dublês de Poeta às 13h03
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P/ renée

Voltamos mais acometidos e exibicionistas

 



Escrito por Dublês de Poeta às 10h35
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Adeus a-a-a adeus

Au revoir au-au-au revoir

Recebi visitas ilustres aqui, vândalos altamente letrados. Elogios que me causaram constrangimento e ereção. Nunca fui escritor, sou poeta. O fato é: não sei escrever como Oscar Wild. Por aborrecimento e falta de estilo tentei criar um blog. Copiei e me copiaram. Me diverti. Menti. Continuo roendo as unhas e as cuticulas com medo de morrer primeiro que a Hebe Camargo.

Com a pressão da mídia, por um meio mais interativo, fiz das pontas ouvido. Hoje me comunico escutando, tossindo e tocinho. Ando cometendo muitas contemporaneidades por aí. 

A calvice continua acelerando o aquecimento global e as loiras oxigenadas vão substituir oceanos grisalhos por um mundo mais sábio e menos informativo.

estejam presos, seus poetas alcoólatras e homofóbicos, personagenzinhos de Nelson Rodrigues

un vide

un vide fort

très fort

avec expression superieur

ADEUSÃO, valeu.



Escrito por Dublês de Poeta às 19h38
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Francis Supernova e os certificados.

 

Acordei o resto do pessoal para fazer uns drinks e jogar poker. Enquanto o Half pedia dicas de nome para o seu mais novo blog.

- Alguém me ajuda é um bom nome de blog, Half, eu disse.

- Acho que vou por o nome da minha vó, em homenagem ao meu avô.

- Põe Nutrela. Palpitou Francis, enquanto se levantava do banho de sol, tampando os seios com as mãos e adentrando na varanda.

   Não é Nutrelaa é Nutela, pensamos.

- Nutrelaa não soa melhor, gente? Você já lambeu uma boceta cheia de Nutela, Half? Aposto que não. Você não tem cara que gosta de chupar boceta. E deve se achar bem moderno por saber o que é cunilíngua.

 

Por mais excêntrica e erótica que Supernova fosse em seus comentários, ela era linda demais para ser julgada pelo seu comportamento. A beleza deveria ser a primeira defesa em qualquer tribunal. Se o tribunal tiver cinco jurados, Francis entraria com quatro votos a favor.

 

- Half, você tem blog? Aposto que seu blog é um diário de suas experiências sexuais. Depois que o Lula substituir o CPF pelo Blog, todo mundo terá uma vida bem mais agitadinha.Você vai se aproveitar bastannte do certificado de pessoa virtual, Half.

 

Francis tinha o jeito de ser gostosa que era de praxe de toda garota que acaba de descobrir que é gostosa. Ela foi saindo rebolando, mostrando sua bunda rosada e tonificada pelo sol. Levava, nos seios, uma marquinha de nascença e uma perfeição de nascença também. Olhou para trás, deu um sorrizinho malicioso, no qual Half logo retribuiu com uma piscada. Half era sábio. Só um idiota se ofenderia com as palavras de Francis Supernova.



Escrito por Dublês de Poeta às 01h06
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Juventude sem fleuma

 

A Lizza gritou. Ninguém entendeu. Mas a Melina foi logo se defendendo. Acusando que o Léo tinha mais peito que ela, e ainda tinha cabelo no peito. E ninguém nunca proibiu o Léo de andar sem camisa, dizia Melina. O Léo pode, respondeu Lizza, namorada do Léo. Ninguém entendeu o porquê daquela confusão. Eu acho uma indecência aquela barriga de fora – dizia Lizza - apontando o dedo para a barriga do Moisés. O Moisés era o carinha que comia a Bella, aquela que deu o cu pro Juninho na casa da Fê, no niver da Rô.



Escrito por Dublês de Poeta às 00h59
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Ensaio sobre a sacanagem

 

Eu e a melina ensaiamos ver aviões e elfos no céu durante o silêncio, pela falta de eletricidade no sítio. Quando acaba a luz, os tímidos se assanham, e os extrovertidos se escodem. Mas isso não é regra nem fleuma. Quanto mais evasivo fico, mais sábio se torna o que eu digo.



Escrito por Dublês de Poeta às 18h32
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Mas eu também já fui escriturário.

 

Nasci no tempo em que decorar poesia e recitá-la já era ser reacionário. Enquanto me convertia à várias seitas, em vão, e rompia com todas elas, no instante seguinte, meus amigos plantavam hortas e viravam selvas enormes, enraizadas.  

 

Agora eu sou do tempo em que cigarro e o gene causam câncer e a física é quantica. Era do tempo em que se usava cabelo surfista, eu insistia com meu corte chanel, cheesy but cool. Era do tempo das frases legais em inglês, Let’s go, let’s go that! Agora, no entanto La decadence est le choise très charmant de l’humanité.

 

Hoje eu mesmo corto meu cabelo e minhas palavras. Nunca consigo identificar o que eu fiz. Antes era preciso pensar na palavra certa para dar nome a algo. Agora eu preciso de algo para pensar. Vivo num país onde boina é de tio e cachecol só num puta frio.  

 

Sou do tempo em que, se não bastasse tocar violão, é preciso compor canções na guitarra ou teclado e gravá-las no computador. Sou do tempo que o hífem era-recurso, as tremas decoraväm verbos e os acéntos em ditongos abertos. Comme dit-on?

 

Lembro-me bem, porque eu também já fui escriturário. Sabia em que dia do mês estava. Tinha pra onde ir, e nesse lugar alguém por me esperar.

 

Sou do tempo que esse tempo já passou e eu teimo em não cair na real. Porque sou do tempo que a realidade está em colapso com a liturgia da modernidade. E em prantos, clama, Obama sem ortodoxia. Adeusão.

 

Um videozinho de Torquato Neto, por Jards Macalé e Paulo José. Agora sim, Adeusão.



Escrito por Dublês de Poeta às 20h35
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Professor Getúlio Montanha

Dia nublado pra cacete. O sol ameaça fugir pelo cu das nuvens. O professor de ensino fundamental, o excêntrico Getúlio Montanha, entra na sala com seu humor característico de sempre.

- Bom dia, filhos da puta de merda.
- Bom dia Professor. (coro dos alunos)
- Hoje eu estou muito contente. Finalmente parece que vai parar de chover nessa cidade de merda, Belo Horizonte fede. - Ricardinho!
- Presente, mestre.
- Não perguntei se estava presente seu veado estúpido. Quero saber o motivo pelo qual você só me aparece aqui molhado e com essa porra de touca de veado na cabeça.
- Professor, estou molhado porque a desgraçada da minha mãe não se casou. É uma pobre fudida que não tem empregada nem dinheiro para comprar-me roupas. Então eu venho com roupas molhadas ao invés de borradas de merda.
- Ok, Ricardinho, e essa touca?
- Tenho câncer professor.
- Que doença de merda, hein?
- Alfredo, venha até o quadro e apague toda essa merda que aquela professora sapata sempre deixa aqui, aquela cabeçuda nordestina, puta parida!
- Não posso professor.
- Por quê?
- Porque sou paraplégico.
- Ha ha ha ha. Eu sei, estava só brincando com você.
- Hilda.
- Sim, Getúlio.
Por que as mulheres falam mais do que os homens?
- Não sei.
- Porque os homens tem duas cabeças e as mulheres dois lábios, hahaha.
- Lopez
- sí.
- És argentindo, no és, Lopez?
- Sí, professor.
- Te orgulha ser argentino?
- No, pero mais que brasileño. Pero nenhuma nación latino america és mejor que o otro, professor. Son todos una mierda.
- Muy Bueno, Lopez.
- Lopez.
- Sí, professor.
- Sabes por que os argentinos podem jogar futebol e os cavalos não?
- Está comparando los cavaios com los argentinos, professor?
- Claro que não, nunca faria isso com os cavalos, Lopez. Ha ha ha.

- Vamos parar de merda. Vocês precisam aprender a não tomar no cu, caralho. Essa boceta de mundo que vocês vivem. Puta que Pariu. Vocês sabem que não tem futuro algum, sabem? E que todos os governantes de merda cospem na educação. E vamos morrer todos de bombas nucleares, miséria e preconceito?
- Não, professor.
- Você é cego, Bruno? O que estou fazendo agora?
- Mostrando o dedo do meio, professor.
- Então você sabe, Bruno, você não é cego, é inteligente, só que nunca usou isso. Agora Todo mundo mostrando o dedo do meio para o Bruno, porra!

(coro dos alunos) êê ê ê...



Escrito por Dublês de Poeta às 19h40
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Cabeça de Papel

Chesterton acredita em fairy tales. Eu não. Pelos menos não na proporção de Ortodoxia. Mas concordo que não tem nada mais prazeroso na vida que discutir usando varinha de condão. Eu desconfio de Chesterton. Embora acredite em toda sua bazófia à sombra da ciência. A tudo que é irresístivel e irreal. Nesse livro, muito arriscado que ele se propôs a escrever, o argumento usado é uma resposta ingênua e constante - como tudo que é óbvio - dada ao Bernard Shaw (o único homem que nunca escreveu poesia na vida, segundo Chesterton) e ataques de bolinhas de papel com secreções insípidas nos ateus e agnósticos de todos os tempos.

Ele criticou Nietzsche como quem discorda de um comentarista de futebol. Compara Joana D'Arc com Tolstoi, numa suplemacia demagógica que soa como elogio catatônico à risadinha de criança diante de uma palhaçada circense. E defende, declarado e apaixonadamente cego, a tradição e a manutenção do Cristianismo Católico. Isso tudo é digno. Ortodoxia, por vezes, é uma paralogia, uma anedota slow emotion, literatura cacetada. Ortodoxia não é para ser entendido, se for o caso, é obra do acaso ou fatalidade da sorte. Quem quer que se disponha a discutir o que quer que seja deveria sempre começar dizendo o que não está em discussão. Esse é um dos dribles que o Chesterton tem. Ele faz de tudo para você não acreditar em sua retórica. Isso é muito persuasivo por si mesmo.

Por mais que escreva um elogio à genialidade de Chesterton, ela é falsa como um truque. Ela é obscura como um blefe. Jamais me colocaria no papel do meu personagem como Chesterton fez. Dono de uma imaginação aguda, proriferou personagens realmente mágicos e dignos de romance, dignos de um homem de mente criativa. Mas nunca interpretaria uma cena sequer de um personagem meu, por mais quinta-feira que eu fosse. Por mais tradicionalista que fosse algum personagem meu. Ortodoxia é ruim. Chestertom é bom.



Escrito por Dublês de Poeta às 16h55
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 Isso explica

A próxima novela da rede Globo, escrita por Glória Perez,  terá um personagem blogueiro. Um indiano que vem morar no Brasil e cria um blog e tal. Será engraçado. Alguns blogueiros e portais já estão falando sobre isso.

Sei que a meta dos blogueiros é dominar o mundo sem sair de casa. Eu continuo sendo contra o modernismo dos blogs, contra o uso de maiô, bigode e gravata borboleta. Continuarei fazendo meus  post ready-made,  post-arte e post-retrô. Isso aqui continuará sendo um blog macho.

E para quem ainda não entendeu, aqui vai um clip falconiano que explica a questão da ploriferação de tanto blog "ajeitadinho" por aí.

E tenho dito



Escrito por Dublês de Poeta às 21h08
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Grande Sertão: Austrália.

Hoje eu acordei pensando na Austrália. Que país deve ser aquele. Pressenti que meu dia seria improdutivo. Não tem nada na Austrália. O país, em si, serve apenas de cenário para um filme da seção da tarde da Globo. Quando penso na Austrália, agradeço ter nascido brasileiro. É estranho dizer isso, nunca passei por essa situação. Ainda bem que a Austrália fica bem longe daqui. É uma verdade que me incomoda, mas nunca pensei que pudesse existir um lugar pior que o Brasil.

O quê tem nessa ilha além de algumas bandinhas de rock, comunidades de feministas e gays, surfistas e nadadores de medalha de prata em olimpíadas? Atores como Errol Flyn?, homosexual e acusado de estupro, que atuou na adaptação de The Sun Also Rises nos anos 50, - alguns jornalistas sem importância?, como todo jornalista do mundo.

Mais de 45% da Austrália é quente, feia, desértica e hostil. E o restante é uma Ásia loira, alta de olhos abertos, desgrudada do continente por acidente ou tragédia. Uma New Englad sem peito nem bunda, californiana, porém, com uma cultura mais próspera, simpática, pacífica, mais emergente, de pessoas mais expansivas e mais alegres, alegres demais.

Ouvi de um estudante brasileiro, que ama a Austrália, desinformado e de mente trópica, que Charles Darwin era australiano. Pelo fato de Darwin ser uma cidade australiana, que, aliás, bombardeada merecidamente pelo Japão. E a pequena ilha do oriente só não devastou a terra do diabo da tasmânia porque o Japão estava do lado dos Alemães, e a Austrália sem lado, isolada do mundo, foi aparada pelos aliados americanos. Austrália é isso, uma criança pobre com um passado obscuro, adotada por pais ricos.

A Austrália, apesar de ter abrigado os renegados e degredados ingleses do século XX, é um país bem adotado. Teve herança de um idioma e de toda uma cultura promissora e,  consequentemente, suas crianças estudarão a melhor literatura de Shakespeare, George Orwell, Oscar Wilde, Jaymes Joyce Eveyn Waug, Hemingway, entre tantos. E como a Austrália só tem pré-história, as crianças provavelmente estudarão artes, ciências, se aprofundarão no renascimento e no ilumisnismo europeu, e não confundirão a cidade de Darwin com a cidade natal do cientista inglês.

Sobre a Austrália, prefiro ficar com a passagem de Homero, onde a ninfa Calipso acolheu o grande Ulisses em seu arquipélago para um romance tórrido, que quase o fez desistir de sua viagem. Ou como Camões descreveu, nos Lusíadas, como ilha paradisíaca, cheia de ninfetas para os portugueses saciarem seus desejos. Ou até mesmo, daquela história de um herói aborígene, que depois de um feito em Sidney, as autoridades da cidade concederam a ele um pedido, no qual o índio australiano pudesse levar para Outback, in Oz, qualquer coisa da cidade como prêmio, e o jagunço gringo escolheu uma torneira. Parece piada de português, ou trecho de algum romance de Guimarães Rosa.

MAPA-MUNDI ATUALIZADO

 



Escrito por Dublês de Poeta às 12h29
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Aqui não é youtube nem google, mas... hoje é homenagem.

Em homenagem ao inclassificável humorista Ruy Goiaba, que abandonou o blog Puragoiaba em Novembro de 2008. Fez a maior batucada na blogsfera desde 2001 com postagens antológicas. Divertiu-se e nos divertiu. Valeu, abraços e, adeus não, até logo, professor.


Texto extraído do Blog puragoiaba.

O mais engraçado é que a continuação desse post critica quem gosta de alardear o que (supostamente) faz na cama e se considera "moderno" só por isso"  -  Porque me ufano deste país que não limpa a bunda (...)  Tentei a música. Custa-me confessar, mas eu fiz parte da primeira formação do Menudo, que na época, poucos sabem, era um sexteto (Charlie, Ricky, Robby, Ray, Roy e Ruy). Durou pouquíssimo. O empresário me despediu dizendo, sem muita delicadeza, que minha barriga cervejeira não combinava com o visual do grupo. Mas a história verdadeira é outra: eu fui o único da banda a passar no teste da farinha, o que implodiu minhas possibilidades de sucesso no mundo artístico. Como tantos outros fracassados, acabei fazendo jornalismo. Concorri à eleição de "jornalista do século 20" da revista "Imprensa", mas aqueles calhordas retiraram meu nome da lista antes da votação final. Nenhum problema. Outro goiaba deve ter ganho. Aliás, se você ainda não notou, o jornalismo brasileiro é o reino da bananada de goiaba. - Ruy


Adeus, Batucada (S. Silva)

Video de Ney matogrosso, com legenda em español, para deixar mais brega. O Ney sempre respeitou as canções e os compositores populares. Nunca sobrepõe sua voz à canção. Valoriza a batucada. Cantores populares precisam saber interpretar. Performance VOCAL e intermináveis solos é para tenores, musicos eruditos, orquestras e para os baianos de trios elétricos.

Na maior concepção de interpretação, Ney Mato Grosso, o nosso panda brasileiro. Mas a versão da Carmem Miranda, diga-se rapidamente de passagem, ainda continua insuperável. Caso vocês não conheçam, vejam aqui também.



Escrito por Dublês de Poeta às 09h14
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[ ver mensagens anteriores ]
Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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