Os Patinhos da Lagoa do Nado (e o Patinho feio do Felipe Dilon)

 

Belo horizonte - Hoje, no bairro Planalto, no Parque Lagoa do Nado, teve a apresentação de Felipe Dilon, com portões fechados, a entrada tinha o custo de 30 reais.

As gazelinhas de 14 anos pra baixo se assanharam todas. Eu, que não sou nenhum perdigueiro, fiquei na minha. O Máximo que pude fazer foi aceitar um convite do Israel para entrevistar o Izinho – candidato da Plínia a vereador nas ultimas eleições municipais. O Israel marcou com o cara e eu fiquei sabendo uma hora antes. Corri para o UNI-BH, peguei uma tese que tinha lá da Lagoa do Nado ( teses não podem ser xerocadas) e tirei xérox, fiz a pauta e as perguntas em cima da hora, e fui lá entrevistar o rapaz. O cara é super educado, fugia facilmente das perguntas mais embaraçosas que diziam respeito a verba do show e a privatização da lagoa. No final ele foi até educado, assumiu que não foi uma boa idéia, mas por falta de verbas e pressão de uma companhia do Rio de janeiro, ligada à prefeitura, "eu tive que fazer esse show", disse Izinho.

 

O Izinho é administrador dos Parques Municipais de Belo Horizonte e um dos principais  responsável pela luta contra a privatização do Parque Lagoa do Nado, espaço que era dominada pela família Griannetti. Ele e sua família foram responsáveis pela tomada do parque e pela transformação de um lugar público. Quando eu tinha oito anos, em 1989, ainda no Colégio Lídia Angélica, fui convocado para abraçar a Lagoa do Nado. Foi uma mutirão que se reuniu de mãos dadas em volta da lagoa simbolizando um abraço ao Parque e a conquista do espaço público. Evento que foi transmitido pelo fantástico, na rede globo. Hoje a Lagoa é um centro cultural

 

Mas o uso e a ocupação para esses tipos de eventos no espaço Centro Cultural Lagoa do Nado, não reflete a imagem e o significado do Parque. A comunidade do Planalto não compactua com esse show, muito menos com a possibilidade da Lagoa do Nado estar sendo novamente privatizada. A Lagoa do Nado sempre foi um centro cultural alternatico e independente. Aberto ao público e aos artitas locais. 

 

O Izinho disse que a Lagoa precisa ser modernizada, e que prestaria contas do Show.

 

Na porta da Lagoa, alguns “israelenses” gritavam:

 

"Vinte milzinho... Vinte milzinho... Vinte milzinho pro cofrinho do Izinho"

Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 20h36
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"Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco"
C.D. de Andrade
...x...
Poema de duas estações
Também fiquei com vontade de chorar.  Toda carta 
Tem que enrugar as folhas; lágrimas de um bom romântico.
Como um santo das estações: a do tempo e a do espaço.
Resumir as estações é uma forma de continuar fantasiando outros tempos.
Abreviando os lamentos.
O branco dessa págiga preenchida - cai – no outono.
Secas como no inverno; letras e listras, num tom veranista.
Transformo em energia as nossas lágrimas.
e digo: nuvens são feitas para relampejar, não para chover..


Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 19h27
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Faz Frio

Estou no vácuo. Fui tomada por um surto agudo de melancolia que se revelou pouco produtivo pois acabou com qualquer vestígio de inspiração poética. Esse frio que se instalou na cidade afetou meu estado de espírito. Faz frio, faz vento, faz chuva, faz cinza e faz melancolia. Eu gosto do inverno, mas acontece que ele me deixa triste. Hoje eu suspeitei que a minha depressão poderia ser sazonal. Será? Podia ser, já que o inverno dura pouco. Na verdade sou triste. Primavera, Verão, Outono, Inverno tristes. Eu triste.

Segue o texto de Vinicius de Morais em que eu me reconheço:

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz

Mas acontece que eu sou triste...



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 14h19
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O jornalismo como superstição

 

No dia que o jornalismo matou o “eu”, e no âmago do seu altruísmo social, endeusou o “nós”, nesse dia, o jornalismo virou uma crença. Então ser jornalista não passa de uma superstição.

 

Contaminaram-nos com essa idéia, ficamos doentes pelo “saber dos outros”. Fundamos uma espécie de doutrina fantasmática mongolóide  Nós só nos reconhecemos como jornalistas se fizermos algo parecido com alguma coisa. Ficamos felizes quando um texto tem um padrão externo. Ficamos felizes quando fazemos algo que parece com “eles”.

 

Não achei nada de mais revolucionário do que rir dessa doença de ser jornalista.

 

Por falta de um ícone com que eu posso conversar, eu me tornei o meu próprio. Mas eu mesmo não passo de uma superstição. Eu sou uma crença, uma prepotência, um preconceito - eu sou um jornalista.



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 21h03
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Sejam Bem-vindos. É uma honra e ao mesmo tempo uma desonra recebê-los nesse modesto espaço bloguístico.

Esperem textos mal trabalhados, mal editados e mal corrigidos e, principalmente, textos maus. Se por ventura aperecer alguma infortuita poesia, perdoe-nos.

Por que dublês? Em portugal dublar se diz dobrar. Dobrar as coisas seria uma boa definição. Mas pode ficar com a que vc tem na cabeça.

Boa leitura, boa viagem...

Um abraço

Caio Campos, Cássio Túlio e Plínia Campos.



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 21h53
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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