Desejar Ser

Nasci para administrar o à-toa
                                  o em vão
                                  o inútil.

Pertenço de fazer imagens.
Opero por semelhanças.
Retiro semelhanças de pessoas com árvores
                              de pessoas com rãs
                              de pessoas com pedras
                              etc etc.

Retiro semelhanças de árvores comigo.
Não tenho habilidade pra clarezas.
Preciso de obter sabedoria vegetal.
(Sabedoria vegetal é receber com naturalidade uma rã no talo.)
E quando esteja apropriado para pedra, terei também sabedoria mineral.

Manoel de Barros (seu ofício é inventar palavras, invadir o arco-íris, surpreender formigas)

 

Plínia



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 10h51
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Outono se foi...

Plínia



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 14h30
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Campanha Assine Já

Muitos leitores do blog estão confusos com os textos, afinal não dá pra saber quais textos são escritos a tres mãos ou quais são de Caio, Cássio ou Plínia. Portanto estou lançando a campanha Assine Já. Consiste no seguinte: quem blogar deve assinar. Não paga mais caro nem dá dor de barriga. Eu espero.

Beijos...

Plínia Campos



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 11h11
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Quem escutou o depoimento do Deputado Roberto Jefferson, hoje às 14:30h, deve ter sentido um arrepio na espinha, uma dor de barriga.

Aquele jeito de falar de advogado, aquela conversa estrategicamente pausada, enjoativa, como se estivesse num teatro, representando um palhaço bufão mímico. Deu uma ânsia de vômito. Parecia um pastor da Igreja Universal.

 

Deu a impressão que ninguém escapava da teia de aranha, da arapuca. Cada palavra dita, até pelo conselho "ético" (etiqueta utópica), parecia o andar de um soldado covarde, com medo de pisar na sua própria mina.

Eu, por exemplo, na condição de ouvinte, achei até que fazia parte da corrupção também. Depois fui constatar que sim, sou um corrupto passivo. Somos todos corruptos passivos, corruptos gays.

 



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 20h12
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Lya Luft no Palácio das Artes.

A escritora gaúcha Lya Luft, esteve ontem (segunda feira) em Belo Horizonte, no Palácio das artes, para lançar o seu livro de poesias, “Para Não Dizer Adeus”. Em sua palestra, ela falou da coluna quinzenal que tem na Revista Veja, do seu último Best Seller, “Perdas e Ganhos” comentou sobre a pena de morte e de como anda a literatura brasileira.

 

Ao ser comparada com Adélia Prado ela respondeu, “É um elogio, eu conheço a Adélia, é uma das maiores escritoras mineiras”. Depois questionada se existia uma literatura feminina, e se fazia literatura para vender, ela provocou, “Se existe, eu não sei, quando vejo uma pintura ou escuto uma música, não consigo perceber se ela foi feita por uma mulher ou não, quanto a vender livros, se eu escrevesse livros só para ganhar dinheiro, eu tinha escrito “Perdas e Ganhos Parte 2, isso é inveja dos fracassados, todo escritor quer ser lido”

 

Na sua coluna que tem na Revista Veja, Lya Luft escreveu um artigo sendo favorável à pena de morte para os pedófilos, “sou a favor sim, eu não vejo outra punição, tenho amigos que até acham uma punição amena”, e indagando a platéia, pediu para que levantassem as mãos aqueles que eram favoráveis à pena de morte para os pedófilos. Persuadidos pela fala de Lya Luft, mais da metade da platéia estendeu os braços.

Os leitores de Luft encontraram um livro, como ela mesma diz, “para relações entre pais e filhos, a relação entre amantes, mais uma vez sobre as perdas e os ganhos da vida”.

 

A palestra acabou, e Lya Luft, atenciosa e afável , foi para o Hall do Palácio das Artes, finalizando a noite com autógrafos. E finalizando também, uma noite modesta e enfática, muito aquém da figura da grande escritora da reflexão do existencialismo e do questionamento firme sobre o cotidiano.

 

 

 

  foto: C. Campos


Para não Dizer Adeus
Luft, Lya
141 págs.
Editora: RECORD, R$ 24,90.

O Projeto “Sempre Um Papo”, será realizado todas as segundas feiras no Grande Teatro do Palácio das Artes, às 19h30. A entrada é franca.



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 01h09
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Sonetos em mi menor.

 

Para ventanias e matas, rios e cascatas.

Tenho todos os papéis: lápis e borrachas!

Para bicicletas e balés, silhuetas e clichês.

Tenho todas as gavetas que nunca abrirei.

 

E que no ultimo dia esqueci de fechar.

Que tempo é esse que brinda e se faz

Num sopro de Jazz, num copo de vinho.

Minha fumaça dança e brinda o violino.

 

Onze violões dentro de uma partitura.

Dois corpos sustenidos – numa solidão.

Meus olhos já não cabem na fechadura

 

Enfim, uma vela queima meu status quo.

Sob meu substantivo - objeto coração.

Cabeça tem mais orelhas do que o Sol.

 

...x... 



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 10h02
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Perdendo os dentes

Amanhã eu vou extrair um terceiro molar: vulgo siso. Dizem que é o dente do juízo. Eu estou com muito medo, acho que vou morrer!

 

"Esse ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza- essa natureza que não presta atenção em nós"



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 17h21
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Pequena Biografia de Plínia Campos – em homenagem ao seu aniversário.

 

1982 – Na barriga da mãe, Plínia viaja da Venezuela para nascer no Brasil. Em Belo Horizonte, no Hospital Evangélico, pesando 4,8g e medindo 50cm,  nasce Plínia Campos Ribeiro, primeira filha, primeira sobrinha e primeira neta de uma família só de meninos.

- No mesmo ano, muda-se para a Venezuela de novo. 1983 – Fala suas primeiras palavras, que foram em castelhano. 1984 – Já era próprio dela, a conhecida e expressiva mania de olhar o vago velozmente, muito embora, tão compenetrada na distância de olhar as coisas que estão perto.  Percebia-se precocemente a sua introspecção, na face daquela menininha serena e tranqüila. O seu olhar fazia curva. 1985 – Mostrava que o que era coragem para alguns, para ela não passava de indiferença. Enfiando a mão de noite no ralo de um bueiro escuro, no prédio que morava, puxando os fios de tomadas abertos. A pequenina Plínia era sempre convocada, e nunca recusava, as brincadeiras que necessitavam de coragem. Tudo a mando do seu irmão mais velho, que não tinha coragem e mandava ela, que fazia sem qualquer expressão, totalmente indiferente aos perigos.  1986 – Volta para o Brasil, para a sua cidade natal, Belo Horizonte.

 - Começa a ter mania por fita no cabelo. Não saia sem fita no cabelo. 1987 – Matricula-se no Jardim Vovô Ado. Não falava uma palavra em Português, por isso odiava o jardim. Logo no seu primeiro dia nunca mais queria voltar naquele lugar. Chorava muito no jardim, dizendo em castelhano, “ yo quiero mi mama, yo tiengo ambre, donde esta mi chancleta?”.

 1988 – Já falava português. 1989 – Matricula-se no Colégio Lídia Angélica. 1990 – Já era uma das alunas mais adiantadas do colégio.

 1992 – Enjoa de usar fita no Cabelo e ainda arranca com as próprias mãos uma pinta que tinha na testa, essa auto-mutilação rendeu a ela uma pinta ainda mais rebelde, maior que a anterior. 1993 – Matricula-se no Colégio Instituto Itapuã. 1994 – Matricula-se num cursinho de inglês perto do bairro que morava. No mesmo ano ela muda para o cursinho de inglês da UFMG. 1995 – Sai do cursinho da UFMG e vai estudar inglês no CCEE.1997 – Completa o ensino fundamental. - Ganha uma viagem para Disney, mas prefere ir para Beto Carreiro. - Se recusa a fazer a tradicional festa de 15 anos no Clube Cruzeiro. Preferiu soprar as velas do bolo em casa. 1999 – conhece Álvaro Ludolf.  2.000 – Completa o ensino médio. 2001 – Passa no vestibular para História, mas se recusa a fazer. - Entra para o pré-vestibular Chronos. 2002 – Passa no exame de vestibular para direito, na PUC-Minas. 2003 – Chega em casa bêbada. Sua maior extravagância "pública".  2004 – Se casa com Álvaro Ludolf, engenheiro de automação(?). Nesse mesmo ano ela sai de Belo Horizonte e muda-se com o Marido para São Paulo. 2005 – Transfere-se para a Unip, Universidade Paulista...

 

e contando...



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 15h17
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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