Entre Amigos

 

André Sol escreveu nesta terça feira “A Lógica dos Inteligentes em homenagem a Caio Campos” em resposta ao texto abaixo “A Lógica dos Idiotas”, vou elucidar alguns trechos:

 

O inteligente luta por uma bandeira, mesmo que os outros, os fracos, recuem na hora de mostrar a cara. A lógica do inteligente consiste em lutar contra idéias pré-definidas de um mundo pronto e cômodo.


Aquele que é inteligente acredita que a arte já morreu, porque, de fato, ela não existiu tal como está definida. Na lógica do inteligente não existe mistura entre as discussões filosóficas e as pessoais. Não existe mistura entre o que ele pensa do outro e o que o outro fala num dado momento.


Como o ser humano vive de analogias, aquele que é inteligente abstrai do cotidiano banal os exemplos práticos das teorias vazias; e toda teoria que não está ligada à prática, é vazia.

 

O inteligente ficará para história do mundo, mas do mundo não levará nada. O inteligente tem espírito de vanguarda. No entanto, não é qualquer um que pode entender a vanguarda. Por isso, para os idiotas, seja inteligente, sempre.

 

Resposta para André Sol
De Caio Campos

Tudo que eu tenho criado ultimamente, eu deveria ter assinado Caio Campos e André Sol. Porque foi tudo uma confluência de idéias.

André Sol é um astro, no sentido de luz e inspiração. Quando estou meio perdido, olho para o lado e o André Sol está ali, automaticamente as coisas acontecem.

Eu o considero meu irmão mais novo. Digo isso por que ele é um pouco mais louco que eu. Ele deve ser um ano mais louco que eu, por isso eu sou um ano mais sensato que ele (com a margem de erro de seis meses de vaidade de ambas as partes).

 

Tem uma frase que gostamos de dizer nos corredores: “Não sabemos a diferença de sermos foda ou acharmos que somos foda”. Devemos ser muito sinceros para admitir nosso egotismo. Hipócrita é aquele que não admite seu nível de egotismo.

Se eu estou a um passo do precipício querendo pular, por algum motivo pessoal, um amigo qualquer diria: “Caio, Não pule”, um amigo de verdade diria: “Caio, se o seu desejo é pular, eu entendo o seu motivo, e quem sou eu para dizer o que você deva fazer.” André Sol não diria nada, pularia comigo, pelo mesmo motivo.

 

Dublês de Poeta.



Escrito por Dublês de Poeta às 01h06
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A Lógica dos Idiotas

 

A lógica dos idiotas consiste em tentar ser coerente o tempo todo. Ser o Consertador do mundo. Ele ambiciona reescrever a história; seja de uma vida, seja de uma turma de jornalismo. A lógica dos idiotas consiste em tentar convencer, com argumentos pífios  -com cobertura de clichês –, que tudo não passou de engano, e a lógica do idiota é ter a palavra final. A lógica do idiota é não entender a troca de informações, e sempre achar que discussão é sinônimo de agressão coletiva – ou até mesmo, pessoal.

 

Esses sujeitos pegam carona nas discussões, aproveitando-se de uma pausa tépida, para lançar um discurso pastoral, como num sermão marketeiro. Juntam-se em bandos ou manadas para defender uma entidade: jrn4. Uma entidade só tem espaço, e só pode ser chamada como tal, se tiver corpo ideológico.

 

A lógica dos idiotas consiste no “Complexo de Poliana”; aqueles sujeitos que acreditam que só existe o lado bom das coisas.

 

A lógica dos idiotas consiste em ser o defensor dos fracos, como se os fracos servissem algo para o mundo. Como se a compaixão pelos fracos ajudasse-os a se fortalecerem. Nenhuma fraqueza ajudou a construir ou transformar o mundo. O mundo não é feito de caridades nem esmolas discursivas. O mundo é feito pela “vontade de potência” de quem acredita que é mais nobre pisar no fraco que erguer a mão à ele.


A lógica dos idiotas consiste no golpe mitômano do “não generalize”. Toda generalização serve apenas como exemplo. Igual às comparações. Se eu me comparado com Deus, é para ver o quão humano sou – o quão distante de ser santo pretendo ser. Quanto às generalizações, qualquer pessoa de sã consciência compreende que quem generaliza sabe que existem as exceções. Mas não perdem tempo, ao contrário da Lógica dos idiotas, de ficaram citando-as e perdendo tempo com exemplos.  

 

Não basta ser brilhante, você tem que ter uma paciência de vanguarda. Melhor, uma consciência de vanguarda de que nada levamos desse mundo, mas o mundo agradece se deixarmos algo de valor para ele. Não basta ser brilhante como nós: a vanguarda não escreve para debater, nem muito menos fugir da discussão. Escrevemos porque escrever é nosso ofício sagrado. É como pensar que Shakespeare escreveu Romeu e Julieta para debater e discutir sobre isso, ao invés de  degustarmos e apreciarmos a obra.


Caio Campos



Escrito por Dublês de Poeta às 02h13
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Orare

 

 

 

Termos da oração

 

Até mesmo quem adora português fica de cabelo em pé ao estudar aquelas coisas de predicado, sujeito, complemento, vocativo, aposto adjunto adnominal.

São os famosos termos da oração. Oração é a idéia que se organiza em torno de um verbo, tantos verbos, tantos significados. Durante as minhas angustiantes peregrinações ao mundo do desejar ser eu descubro sempre que a palavra não apreende a maioria das sensações. Nem substantivos, nem adjetivos ou verbos, artigos, preposições... Não há frase, oração, período, prosa, poesia, crônica, narrativa, artigo, romance, livro, que contenha algum vestígio daquele mundo.

A poesia talvez chegue perto. Há muitas palavras a serem inventadas.

 

O parágrafo anterior foi apenas pra fugir do assunto. A Marta me mandou essa imagem intitulada “Oração”, por óbvio não se trata de gramática.

 É pura espiritualidade. Me aventurei a escrever a respeito da imagem.

Mas, supondo ser cética, me deparei com essa imagem e pensei: estão rezando pra um Deus que não existe. Lugar sombrio, só resta orar. Se eles estivessem no paraíso eu diria: lugar paradisíaco, parem de orar e vão tomar um banho de mar! (desculpe-me pela rima ruim)

"Oraçao Bizantina"

"Ó Luz Serena, que brilha no
Solo do meu ser,
Atrai-me para ti,
Tira-me das armadilhas dos sentidos,
Dos Labirintos da mente,
Liberta-me de símbolos, de palavras,
Que eu descubra
O Significado
A Palavra Não Dita
Na escuridão
Que vela o solo do meu ser. Amém."

Sucumbirei aos apelos da espiritualidade enfim.

Plínia Campos



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 21h48
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Definições Póstumas Sobre a Arte

O que restou da arte foi apenas a linguagem arte – Caio Campos

A pintura acabou, quem faz melhor esta hélice? – Duchamp

A arte está morta, viva a nova arte da máquina de Tatlin – (Cartaz da primeira feira internacional de Berlim – Alemanha)

A arte não morreu de morte natural, como num esgotamento, todos ajudaram a matá-la, inclusive eu – Caio Campos

A arte está morta. Em nossa época de comunicação de massa nada impede a sua sobrevida residual e documentária nos museus nacionais – Pierre Restany

A gente viveria melhor sem a arte. A arte pode estar entre a gente sem que a gente perceba, isso que é bom – Cássio Túlio

Estamos assistindo à agonia da arte, a arte entrou em estado de coma: sua produção em escala e alto consumo. – Pignatari

Eu me pergunto se devemos pintar as coisas como as vemos e não como as conhecemos.  - Pablo Picasso

Arte é bom, mas o dinheiro é sublime – Plínia Campos

Cinza, amigo meu, é toda a teoria, mas a árvore da vida é sempre verde – Goethe

Os puros desenhistas são filósofos, os coloristas são poetas. – Baudelaire

Se tudo é arte, nada é arte – Ferreira Gullar

todo mundo tenta compreender a pintura, porque não vão compreender algo mais importante? -  Pablo Picasso

Queremos independência também na arte – para a revolução; revolução – para a libertação definitiva da arte. – Breton e Trotsky

A arte morreu: arte gótica, renascentista, rococó, neoclássica, romântica, eclética, realista, simbolista, Nouveau, Impressionismo, neo, cubismo, orfismo, futurismo, dadaísmo, surrealismo, expressionismo, abstrato, concretismo, arte ótica e cinética, minimalismo, popcreto, novo – hiperrealismo, arte do corpo, hapenning, arte do povo, transvanguarda, vanguarda... Tantos nomes você tem. Vou gastar um dinheirão para comprar uma lápide que caiba tanto memorial, conceito, data de nascimento e data de óbito” – Caio Campos.

Dublês



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 01h44
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O manifesto do riso - ou o assassinato da arte.

E vou citar apenas o riso, o senso de humor é um capítulo à parte, mas o blog não abre nem parágrafos, no mínimo abrem bocas e rasgam lábios sisudos contra a própria vontade. Vocês já viram aquelas pessoas que tampam a boca quando riem? Elas não estão tampando a sua banguela, mas escondendo o riso como quem esconde a própria bunda.

 

O riso é o maior manifesto que existe. Um dia eu disse que a maior revolução que eu poderia fazer no jornalismo era rir da condição de ser jornalista. Claro que sofri represarias das pessoas que celebram cerimônias, mesuras e seriedades de algo supostamente importante. Mas não achei nada mais importante do que rir das pessoas que acham alguma coisa importante.

 

Todo mundo tem que saber de uma coisa: os professores só atrapalham - pelo menos os professores acadêmicos. Os grandes professores não ostentam títulos. O que adianta títulos se eu não tenho o sorriso honesto e incontrolável que é a arma de poder de toda pessoa? 

 

A questão da arte é uma polêmica, claro. É um questionamento! Nietzsche matou o Deus dogmático, o deus que impunha valores, um deus cruel e vingativo, Deus está morto? Esse Deus a quem Nietzsche se refere sim. Mas deus é uma linguagem criada pelo homem, e não podemos viver sem ela. Eu estou querendo matar a arte, esta que está aí, dogmática, imposta, lacrada, vendida e comercializada. Eu quero destruir essa hipocrisia artística que se instala, aqui em Belo Horizonte, principalmente no Palácio das Artes.

 

A arte é a melhor forma de lavar dinheiro atualmente. Eu vi uma amostra de curta-metragem no Palácio das Artes que custou sete mil reais, um curta de 4 minutos, de péssimo mau gosto, a platéia não entendia nada, você podia olhar para cada pessoa, perplexos e sem jeito, com vergonha de sair no meio da amostra,

mas no final todo mundo bateu palmas. E os sete mil reais foram embora dos seus bolsos, através do ministério da cultura. Isso é uma babaquice, eu não pago imposto para esses caras que se dizem artistas pegarem esse dinheiro para ficarem masturbando suas mentes. Deveriam ser presos e fuzilados!

 
Falo de coração, mesmo que esse meu músculo sádico batesse no compasso da revolta e da loucura, sou louco mais enxergo direito, enxergo essa farsa, esse monte de lama que a gente engole. Nós assistimos a elite burra fazer adaptações, porque ela não cria nem transforma, ela tem dinheiro bastante para recriar e copiar tudo, comprar os “direitos artísticos” e passar para os idiotas esse emblema de arte, essa arte rotulada.
 
O sorriso da arte é o seu riso, a sua gargalhada, que é o seu escudo e a sua espada!
 
Caio Campos


Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 18h59
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Sobre ensinar e aprender - ou... Eu Comecei Uma Vez...

Eu comecei uma vez aluno, ou pensei ter começado. Mas ia percebendo pelos trajetos que percorria, e pelos trejeitos que ia deixando a cada experiência, que ensinar e aprender são uma coisa só.


Qualquer que possa ser o conhecimento do professor e da sua arte de lecionar, ele tem que viver o seu estado antes de passar qualquer conhecimento. O que é verdadeiramente um conhecimento?


Porque experimentando tudo que pode ser dito numa aula é no mais profundo sentido da palavra uma inspiração. Nenhum homem pode dar uma aula sobre algo, sem que aquilo que ele esteja lecionando não o tenha matado um dia, e com isso ele tenha nascido outra vez, para nos ensinar como superar e irmos além daquele ensinamento.

 

Quase que pode ser dito na verdade, que sinceridade e consciência, os dois anjos que trazem o ensino e a aprendizagem, trazem também para ele o mais profundo, o mais verdadeiro encanto da forma das coisas. Quase que pode ser dito que com a ajuda da sinceridade e consciência que o professor está apto à ver mais claramente, do que outro homem, o limite eterno da sua sabedoria.

 

Eu tive uma professora somente em minha vida, ela se chama Aparecida Sanches, que foi nas profundezas atrás de mim. Ela queria me ensinar “todas as coisas”, queria me mostrar “todas as coisas”. Eu compreendo isso, e digo que é da maior dignidade você olhar para alguém e dizer: eu vou lhe ensinar “todas as coisas”, porque eu sou “todas as coisas” daquilo que sei, e como ensina Nietzsche, uma virtude é mais nobre e potencializada do que duas.

 

Aparecida Sanches um dia me disse assim: “você só tem o direito de ensinar alguém, quando você reconhece no seu aluno o potencial para ser seu professor”, e ela completava, “se você vê profundidade nas coisas, porque é profundo você mesmo”.


 

De repente, em meios minhas estórias, minhas próprias batalhas, arquetipos surgindo e se transformando em carne e osso, consegui ver o que tinha que ver. Aluno e professor são Um e o Mesmo.

 

E ela me ensinou uma coisa que eu uso sempre, e se alguém chegou até aqui sem me xingar de filósofo do pedantismo empírico – ou esperando mais escritos irônicos, leve em consideração: “Pois saiba agora que te chamei. E você veio. Obrigada pela honra!”. Sabe o que é saber que alguém esta aqui ou ali por você? Sabia que era sábio mais do que eu...

 


Aprendemos com tudo, seja bom ou mau, sisudo ou brincalhão, aprendemos olhando para o inferno ou olhando para o céu. O céu que é um espelho lá longe. E como delirava Cida: “eu, que pelo amor de deus, olho o céu todos os dias...”, e cida delirava, delirava... ”Ensinar é deixar o outro sentir o seu ensinamento. Ensinar é querer aprender junto, é fazer parte da mesma coisa, que é “todas as coisas” - Aparecida Sanches

 

 

Caio Campos



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 23h25
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FINGERE

Hoje alguém me disse que eu estava alegre e por isso belíssima, e completou: pena que isso não dure mais que duas horas, daqui a pouco reinará a melancolia de sempre, o olhar infinito, longínquo. Aí eu pensei: putz é notório quando eu suponho que sou melancólica.

Eu queria muito publicar aqui um capítulo do livro Zaratrusta de Friedrich Nietzsche intitulado "Ler e escrever", pois nele há uma frase que Caiozito gosta muito e que é assim: "Eu só acreditaria num Deus que soubesse dançar." Mas como o texto é extenso e não consegui a íntegra, escolhi um poema do "fúnebre" Augusto dos Anjos. Afinal eles tem algo em comum, assim como a mãe de Augusto, a de Leopardi, a de Nietzche, a de Byron, a de Wilde, sofreram perturbações muito fortes na época da gravidez. Todas se angustiaram por acontecimentos imprevistos e choques emocionais, salvo a de Byron, que já era constitucionalmente insana. Esse poema traduz meu estado de espiríto atual. Mutável.

 
ETERNA MÁGOA

Por Augusto dos Anjos

O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do Mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga!
Não crê em nada, pois, nada há que traga
Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.
Quer resistir, e quanto mais resiste
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.
Sabe que sofre, mas o que não sabe
É que essa mágoa infinda assim, não cabe
Na sua vida, é que essa mágoa infinda
Transpõe a vida do seu corpo inerme;
E quando esse homem se transforma em verme
É essa mágoa que o acompanha ainda!

Plínia Campos



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 20h02
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O quadro negro de Picasso

Nesses dias parecidos com sete de setembro resta-nos apenas contemplar alguma coisa. Já que a cidade parou e também parece que cessaram os acontecimentos. Depois do movimento contra a corrupção que eu pude ver na Sé, hoje o dia anoiteceu.

"O elo infinito do quadro negro de tela, retirado da sua moldura, livre o drama dos seus traços"

Plínia (enquanto isso Caiozito goza intensamente os ares do Rio de Janeiro)



Escrito por Caio, Cássio, Plínia e outros. às 14h41
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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