Caiocampismo.

 

O jornalismo acha que é a oitava arte. Existem sete tipos de arte, o jornalismo acha que a crítica é a oitava. O jornalismo inventou a oitava arte do mundo! Vejam: ele roubou as outras sete e criou a oitava. Que são exatamente as suas frustrações das outras sete anteriores.

 

É difícil discutir comigo, enquanto você busca a sabedoria e o conhecimento em discussões, eu estou sempre jogando, sou um jogador, eu sou uma máquina estratégica para ganhar discussões. Sou tão paranóico para ganhar discussões, que conto quantas discussões tive por dia; quantas ganhei e quantas perdi, subtraio para ver se estou com vantagem. E quando eu ganho, fico louco para contar pra alguém.

 

Eu uso o argumento do pedantismo. Vou te explicar: se você quer conhecer o outro lado da "coisa em si", o lado antológico da verdade. Coloque-a num frasco de vidro e misture uma substância minha, a reação vai ser sempre antagônica. Como todo mundo desconhece a verdade, não tem como eu mentir.

 

Só não sou mais humilde, por falta de humildade!

 

 

Um conto para se entender o Caiocampismo

 

“O filósofo estava conversando com o Diabo, quando de repente passou um sábio carregando um saco cheio de verdades. Distraídos como os sábios são, ele deixou cair no chão uma verdade. Em seguida passou um homem por ali, viu aquela verdade no chão, no começo ficou com medo, depois chegou mais perto, ficou olhando um tempo, e quando viu que não tinha perigo, pegou a verdade e saiu gritando..."Encontrei a Verdade, encontrei a Verdade"... então o filósofo disse ao Diabo: "agora vc se deu mal, aquele homem encontrou a Verdade e todos vão saber q vc não existe!"... o Diabo respondeu "aí é q vc se engana, pois aquele homem encontrou apenas UMA PARTE da Verdade, e com ela vai fundar mais uma religião e eu vou me tornar mais forte".

 

Caio Campos



Escrito por Dublês de Poeta às 19h39
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Humildade é essencial

Depois que descobri que quem não é humilde não encontra o Reino dos Céus fiquei alarmada.

"Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).

"Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (Miquéias 6:8).

"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:6-10).

Plínia Campos

Entre todas as virtudes somente a humildade se ignora a si mesma: como traz os olhos baixos, e fitos no abismo do seu nada, não reflecte sobre o seu conhecimento, porque o verdadeiro humilde não presume que o seja.

Manuel Bernardes



Escrito por Dublês de Poeta às 12h36
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Eu quero explicar, mas acontece que não consigo fazê-lo em palavras escritas

A frase que samba rasgado na boca de alguns alunos da universidade que eu freqüentemente vou é: “Eu sei, mas não consigo explicar”. Intrigante é esse  saber que eu chamaria de insidioso. Eu sou mestre nesse “saber” apesar de acreditar que se trata apenas de enrolação. Não há como saber algo e não conseguir explicar, eu poderia imaginar alguma situação aplicável nesse caso, desde que relativo a algum sentimento estranhamente complexo como amor, paixão ou coisa que o valha. Mas academicamente não saber explicar e dizer: “Eu sei, bem, tipo assim, não dá pra explicar” cara, isso pega mal. Outra coisa extremamente execrável são os exemplos banais, eu prefiro ficar apenas com o conceito a ter que engolir uma exemplificação imbecil.

 

Absurdo falar de conhecimento intuitivo, se existisse mesmo eu diria que quem o possuísse seria um gênio, imagine só pressentir um conhecimento, e de repente, acertar. Esse fato ocorreu recentemente na sala, um chute certo de um colega. Ele acertou uma questão e falou que não sabia e que havia intuído. Que genial! Deveria ter dito que deduziu, ou que chutou mesmo, no uni-duni-tê, e teve sorte, se bem que hoje em dia não se raciocina em universidades, não há conhecimento e sorte também não há; não há acertos nem erros: Tudo é ilusão e mentira. E o grau de tolerância é tão alto que eu até consegui tirar um DEZ.  Eu sou arrogante, afinal, humildade é mania de gente com complexo de inferioridade. Atualmente eu estou em vantagem, então deixo essa história de ter humildade no fundo do armário, assim que eu precisar eu limpo a poeira e uso sem pudor.

 

Plínia Campos



Escrito por Dublês de Poeta às 12h12
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Eu vou me divorciar de vocês e escolher o meu alguém pra casar comigo mesmo

 

Na universidade que frequento, todo mundo é casal de algum namoro. Eu sempre consigo me superar quando o assunto são frases bloguísticas. Eu sou um verdadeiro garanhão de frases de efeito caótico. Eu queria virar uma espécie de mito de frases mal construídas. Mas quem nunca viveu a vida de um casal, quem nunca foi namoro de algum casal? 

 

Você não vive se pegando em pensamentos do tipo: “nossa, aquele casal deu certo”, ou: “Eles são felizes porque os dois são gordos”, ou: “Eles não deram certo porque eram muito diferentes”. Não existe grau de casmurrice maior do que analisar um casal?

 

Nós nos apaixonamos por tudo aquilo que é sonho e imaginação, nos apaixonamos por tudo que é mentiroso, porque a mentira é prazerosa. Quando você diz uma mentira, você ativa a parte direita do cérebro que está ligada à criatividade. A mentira produz a endorfina, substancia essencial para você ser uma pessoa feliz. Afinal, filosofia não enche barriga e nem dá ereção.

 

O namoro é uma coisa burlesca e brega, tem um nível de realidade lastimável e, quando concretizado no casamento, torna-se uma tragicomédia memorável. Esse grande e prodigioso escândalo cível transforma nossas vidas numa caixinha de fábulas mal sucedidas. Fonte inesgotável de vida humana.

 

Casamento parece até nome de profissão:

 

- Senhor, qual sua profissão?

- Sou pai de família.

 

Eu sou filho dessa frase aí de cima. Cometo barbaridades para honrar meu estado perpétuo de ser vindo de uma instituição familiar. Eu sou um exemplo vivo de família; eu sou um fungo da sociedade contemporânea.

 

Nós nunca pensamos em nos casar, mas nós sempre queremos casar, sacou?

 

Quanto mais a hierarquia do pensamento sobe, mais alto também fica o baixo clero dos exemplos. É como dizer que quanto mais você raciocinar para não cometer um erro, sua margem de erro só aumenta.

 

Caio Campos



Escrito por Dublês de Poeta às 22h56
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Caiozito, o palavrinhas cruzadas, o jornalista interatividade, dublê de jornalista anti-spam e jornalista-bomba-mor, agora em: tchanãnãnã! O jornalista MediÙNICO!

 

Sopa de letrinhas – ou Nissin-Miojo de idéias*

 

Aprendi um jeito inovador de psicografar cartas. Agora com essa minha nova tecnologia, eu vejo os antigos médiuns como escribas do amadorismo. Isso gera em meu rosto um mero sorriso cafajeste. Só não coloco a minha língua pra fora, fazendo careta para os escribas amadores, porque não tem ninguém aqui agora do meu lado para fotografar esse momento.

 

Vou explicar a minha nova técnica para psicografar cartas. Coloquei a carta como exemplo, pelo fato dela ser, dentre às expressões escritas, a mais nobre manifestação da palavra - É mais nobre escrever uma carta do que criar um blog. È mais nobre escrever uma carta do que publicar um texto. É mais nobre escrever uma carta, do que publicar um artigo científico. É mais nobre escrever uma carta do que publicar um livro.

 

Quanto à musicar uma carta, pintar uma carta, colorir uma carta, fazer aviãozinho com ela, recortar em formato de coração e etc. Isso tudo é tão nobre, mas tão nobre, que me vejo sem superlativos e sem adjetivos para definir esse estado de êxtase. Além de essa expressão elevar e enlevar, ela humilha pisa e afasta os adversários. Ela derrota tudo que é contrário à sua versão, e comemora com prazer. Que nobreza, heim?

 

Voltemos à minha invenção; o novo jeito de psicografar cartas:

Ela é simples, mais simples do que sugere o espaço que dei para explicar a questão da carta. O método inovador se chama psicodigitação. Na era digital, não precisamos de caneta e nem papel.

 

Se você for um escriba mediúnico consciente; você arregala os olhos para o teclado até sua vista lacrimejar e as letras ficarem todas embaçadas. Você calcula onde estarão as vogais e começa a digitar freneticamente como se estivesse compondo um texto. Sempre “visando” mais as vogais do que as consoantes. O resto é normal, é como você estivesse digitando normalmente: você dá espaços a cada palavra, e pontua conforme você ache necessário para construir a sua oração.

 

Para o escriba médium semi-consciente, é só fechar os olhos ao invés de arregalá-los, e repetir a mesma prática anterior, imaginando sempre onde estão as vogais. Para o escriba inconsciente, é só você virar de costas para o teclado e enquanto você assiste televisão, ou conversa com alguém, você joga os braços para traz e psicodigita sua carta.

 

Podem praticar, além de ser um método inovador, na psicodigitação você escreve bem melhor. Pode psicodigitar poesias e contos. Psicodigitar romances e fábulas. E pode, até, psicodigitar uma carta pra alguém.

 

Caio Campos



Escrito por Dublês de Poeta às 13h04
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Soneto Concreto

 

Será destino do escritor, abrir aos neófitos, caminhos e sensações?

Quando o buraco cair dentro de mim, só aí vou aparecer.

O espetáculo de costas pra platéia. Pago ingresso para ver o público.

Tenho medo de ler as coisas que escrevo, mas continuo...

 

O Sol vai cair debaixo d’água, meu coração vai formar uma ampulheta.

Desde cedo eu reconhecia meu talento para não ser ninguém.

Não piso em nada que reflete a luz, com medo de me multiplicar.

No cemitério das palavras, fantasma que não sabe ler, ressuscita!

 

Três...

 

Três...

 

 

Caio Campos



Escrito por Dublês de Poeta às 01h41
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O Silêncio dos Idiotas

 

O absurdo não é a preguiça, mas o culto à tolerância. Quantas vezes você é tolerante por dia. Seria preguiça de discutir, seria superioridade ficar em silêncio diante de algo tão imbecil?

 

Na hora que você escuta sua professora universitária dizendo que é a favor do desarmamento porque, tadinha, ela já foi vítima de um assalto à mão armada por dois “bandidos”, o que você teria a dizer para ela? Eu fui tolerante nesse dia ao escutar isso e ficar em silêncio? Ou talvez eu tenha permanecido na superioridade do meu silêncio?

 

Toda pergunta que somos obrigados a responder entre o sim-ou-não é autoritarismo. Sou relativista? O pior é saber que não se perde pelos argumentos, se perde pelas manadas, a manada maior ganha da menor. Mesmo que a manada menor seja menos imbecil. O argumento é o de menos. A vitória sofista é a espiral do silêncio.

 

Dê-me um silênciozinho só: você não se senti um verdadeiro idiota sabendo que o sufrágiozinho que você exerce é a única maneira que o Estado oferece para você como conceito de democracia?

 

Dê-me outro silêncio: limitar uma escolha entre sim-ou-não é um crime terrível. Prefiro morrer com um tiro na cabeça de calibre 38 (com silenciador para fazer barulho) – registrada e legalizada.

 

Quantos exemplos chulos que você tem que escutar por dia? Tente enxugar toda conversa que você tem num dia com todas as pessoas que você encontra: amigo, família, padeiro, companheiro da fila interminável do banco, será que alguma palavra salvaria no seu livro de memórias? Qual a palavra que te disseram hoje na qual você não precisou recorrer a nenhum livro, pois ela preencheu sua vida de hoje, qual, me diz, me ajuda aí, vai. (Vai ficar em tolo-silêncio covardemente, ou vai preferir dizer algo imbecil?)

 

Você já se sentiu um verdadeiro idiota no papel de consumidor? De quem você sente mais vergonha, do idiota do vendedor ou de você que está sendo abordado como consumidor?

 

 E quando você está no supermercado se achando um idiota, você começa a reparar as pessoas e vê que todas estão sentindo o mesmo que você. Já reparou que em supermercados todo mundo tem cara de idiota?

 

O que é pior, ficar em silêncio-tolo ou falar tolice? A tolerância é um silêncio-tolo. Vou provar minha teoria: imagine uma tartaruga. Agora imagine que todas as pessoas que você vê, e que estão em silêncio, estão imaginando essa tartaruga

 

Esse é o silêncio-tolo; a falsa superioridade escondida na preguiça. O silêncio é uma tola herança dos idiotas.

 

* Não estou nenhum  pouco interessado em saber quem votará no "sim-ou-não". O único referendo que me interessa é a obrigatoriedade do voto, principalmente quando este limita-o ao “sim-ou-não”.

 

Caio Campos



Escrito por Dublês de Poeta às 16h39
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 "O desejo é a própria essência do homem"

 Baruch de Spinoza (1632-1677)



Escrito por Dublês de Poeta às 12h41
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Sapecando alguma coisa de alguém

Ontem, quem assistiu ao programa “Café Filosófico” com o mínimo apreço, entendeu um pouco mais sobre a questão do medo, da incerteza e das paixões na concepção do filósofo Spinoza. A palestrante Olgária Matos discorreu sobre o assunto  com uma fluidez e clareza que falta, geralmente, aos professores de filosofia.  Além de explicar muito bem as idéias, ela fez ponderações e comparações do pensamento de Spinoza  com o de Epicuro, Descartes, Aristóteles e Marx.  A Rede Cultura disponibiliza para compra os DVD´s de seus programas, essa palestra ainda não está disponível. Não vou tentar explicar aqui alguma coisa de filosofia, não sou competente o suficiente para tal, aos que estiverem dispostos a se aventurar pela filosofia de Spinoza, eu indicaria a obra “O Tratado teológico-político”. 

 

 

Pesquisando Nietzsche encontrei um texto em que ele fala, supostamente, de Spinoza.  É uma declaração comovente:

"Eu tenho um precursor! Eu estou muito espantado, arrebatado! Eu tenho um precursor, e que precursor! Eu quase não conhecia Spinoza. Que eu me sinta atraído por ele nesse momento releva de um ato “instintivo". Não é apenas que sua tendência global seja a mesma que a minha: fazer do conhecimento o afeto mais poderoso - em cinco pontos principais eu me reencontro em sua doutrina, e sobre essas coisas, esse pensador, o mais anormal e mais solitário que seja, me é verdadeiramente muito próximo: ele nega a existência do livre-arbítrio; dos fins; da ordem moral do mundo; do não-egoísmo; do Mal. Se, de fato, nossas divergências são igualmente imensas, ao menos repousam sobre as condições diferentes da época, da cultura, do saber. In summa: minha solidão que, como do alto das montanhas, muitas vezes me deixa sem ar e faz jorrar meu sangue, é ao menos uma dois-lidão - magnífica!"

Friedrich Nietzsche

30 de julho de 1881

Carta a Franz Overbeck

 

Plí

Escrito por Dublês de Poeta às 12h29
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Comentando Livros

 

Adorei não ter lido nenhum Best-Seller este ano. Como foi gratificante pra mim não ter lido Quando Nietzsche Chorou. Todos sabem que eu gosto de Nietzsche, introduzia Nietzsche para todas as pessoas que reconhecia certa aptidão intelectual. Isso me dá o direito de aconselhá-los a ler literatura e filosofia ao invés de biografias. É válido ler biografias romanceadas de personagens históricos. Mas ler biografias romanceadas de romancistas - ou ler ficção romanceada de filósofo curado por freud, isso soa algo meio insólito para um jornalista-bomba-mor como eu. Esse livro se tivesse sido publicado antes do meu blog, até me inspiraria a intitulá-lo como Biografia de Filósofo Romanceado, ao invés de Dublês de Poeta. Aliás, a lista dos dez best-sellers mais vendidos do Brasil belos nomes para blogs.

 

Como foi bom não ter lido Memórias de Minhas Putas Tristes, do bom escritor colombiano Garcia Márquez. Vou contar como foi bom; porque me lembro bem ao ponto de resenhar minha não-leitura desse livro. Lembro ter saído do meu emprego, acabara de receber meu contracheque, estava no Bairro de Santa Efigênia e descia em direção ao Centro. Todas as livrarias estampando aquele livro. Eu olhava a capa, aquele velho de costas, de bengala na mão. Fiquei tão orgulhoso de não ter parado em nenhuma livraria, nem sequer parei para perguntar qual era o preço daquele livro.

 

Falando em livros, estou lançando um livro que ainda não escrevi, ele se chama Um Livro Para Depois de Amanhã, Caio Campos, 808 pgs - Editora Dublês. Fantástico. É a história de um personagem que, solidariamente, se propôs a matar a arte com o que sobrou dela. Não é um livro encomendado, voluntariamente, Caiozito se propôs a escrever a morte da arte. No seu prefácio lia-se: “quando a arte morrer de fato, não quero nenhuma honraria; nenhuma medalha de honra ao mérito. Escrevi que não faria mais poesias, não escreveria mais contos. Que não cederia a nenhum movimento artístico, a nenhuma linguagem ou forma paradisíaca. Que como jornalista-bomba daria a minha vida para explodir o museu Louvre da França”.

 

A Orelha do livro foi escrita por Aurélio Buarque de Holanda, e introduz o livro assim: “o Livro Para Depois de Amanhã, do jovem escritor Caio Campos, fala da arte como uma faculdade de formar opinião, a mais digna forma de manifestação de caráter intelectual. É uma apreciação, ao mesmo tempo uma censura da arte de criticar”.

 

Dublês de Poeta.



Escrito por Dublês de Poeta às 17h51
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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