Caiozito, o palavrinhas cruzadas, o jornalista interatividade, dublê de jornalista anti-spam e jornalista-bomba-mor, agora em: tchanãnãnã! O jornalista MediÙNICO!
Sopa de letrinhas – ou Nissin-Miojo de idéias*
Aprendi um jeito inovador de psicografar cartas. Agora com essa minha nova tecnologia, eu vejo os antigos médiuns como escribas do amadorismo. Isso gera em meu rosto um mero sorriso cafajeste. Só não coloco a minha língua pra fora, fazendo careta para os escribas amadores, porque não tem ninguém aqui agora do meu lado para fotografar esse momento.
Vou explicar a minha nova técnica para psicografar cartas. Coloquei a carta como exemplo, pelo fato dela ser, dentre às expressões escritas, a mais nobre manifestação da palavra - É mais nobre escrever uma carta do que criar um blog. È mais nobre escrever uma carta do que publicar um texto. É mais nobre escrever uma carta, do que publicar um artigo científico. É mais nobre escrever uma carta do que publicar um livro.
Quanto à musicar uma carta, pintar uma carta, colorir uma carta, fazer aviãozinho com ela, recortar em formato de coração e etc. Isso tudo é tão nobre, mas tão nobre, que me vejo sem superlativos e sem adjetivos para definir esse estado de êxtase. Além de essa expressão elevar e enlevar, ela humilha pisa e afasta os adversários. Ela derrota tudo que é contrário à sua versão, e comemora com prazer. Que nobreza, heim?
Voltemos à minha invenção; o novo jeito de psicografar cartas:
Ela é simples, mais simples do que sugere o espaço que dei para explicar a questão da carta. O método inovador se chama psicodigitação. Na era digital, não precisamos de caneta e nem papel.
Se você for um escriba mediúnico consciente; você arregala os olhos para o teclado até sua vista lacrimejar e as letras ficarem todas embaçadas. Você calcula onde estarão as vogais e começa a digitar freneticamente como se estivesse compondo um texto. Sempre “visando” mais as vogais do que as consoantes. O resto é normal, é como você estivesse digitando normalmente: você dá espaços a cada palavra, e pontua conforme você ache necessário para construir a sua oração.
Para o escriba médium semi-consciente, é só fechar os olhos ao invés de arregalá-los, e repetir a mesma prática anterior, imaginando sempre onde estão as vogais. Para o escriba inconsciente, é só você virar de costas para o teclado e enquanto você assiste televisão, ou conversa com alguém, você joga os braços para traz e psicodigita sua carta.
Podem praticar, além de ser um método inovador, na psicodigitação você escreve bem melhor. Pode psicodigitar poesias e contos. Psicodigitar romances e fábulas. E pode, até, psicodigitar uma carta pra alguém.
Caio Campos
Escrito por
Dublês de Poeta
às
13h04
[
]
[ envie
esta mensagem ]
|