Prefácio para plágio autêntico de blog.
Posto, logo existo. Postar ou não postar, eis a questão. Todo comentário sobre meus posts, se não me mata, me fortalece. O post nasce puro, o coment que o corrompe. O blog é o blog do blog. Todo blog vale a pena quando o post é pequeno. Pois quando eu cheguei neste blog uol eu nada entendi, da sua configuração filha da puta. É preciso amar o blog como se não houvesse banda-larga. Meu blog nasceu há dez ha alguns meses atrás, e não tem nada nesse mundo que eu não blogue demai. Quando eu nasci, um anjo hacker me disse num blog: vai Caiocito, ser gauche na internet. Apesar desse blog amanha há de ser outro link. Tudo posso, no blog que me fortalece. Há tantos links, mas somente um leva ao meu. Meu blog, bi! Bi! Quero navegar no meu blog. Eu sou blogueiro e não desisto nunca. Atiraram o pau no meu blog, mas o meu blog não morreu. reu reu reu.
Os sete plágios incompletos. E os dois último assassinos da arte.
Se literatura tivesse teste de DNA: todo escritor seria filho de Homero.
Se música tivesse teste de DNA: todo músico seria filho da chuva, da cachoeira ou do vento. Se pintura tivesse teste de DNA: todo pintor seria filho das paisagens rupestres dos dinossauros. Se a escultura tivesse teste de DNA: todo escultor seria filho da argila, das montanhas e das nuvens. Se Cinema tivesse teste de DNA: todo cineasta é filho “da caverna de Platão”. Se o teatro tivesse teste de DNA: todo ator seria filho de Dionísio. Se a dança tivesse teste de DNA: todo dançarino seria gay. Enfim. A oitava arte: o jornalismo. Se o jornalismo tivesse teste de DNA: todos os jornalistas seriam filhos do diabo. Concluindo: a Nona Arte: Caiocampismo. Se todo Caiocampista tivesse teste de DNA, todos seriam filhos da puta.
Você mesmo não existe, você é plágio de alguém.
Carlos Drummond de Andrade: “Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.”
Torquato Neto: “Quando eu nasci / um anjo louco muito louco / veio ler a minha mão / não era um anjo barroco / era um anjo muito louco, torto / com asas de avião / eis que esse anjo me disse / apertando a minha mão / com um sorriso entre dentes / vai bicho desafinar / o coro dos contentes / vai bicho desafinar / o coro dos contentes.”
Chico Buarque de Holanda: “Quando nasci veio um anjo safado / O chato dum querubim / E decretou que eu tava predestinado / A ser errado assim / Já de saída a minha estrada entortou / Mas vou até o fim.”
Adélia Prado: “Quando nasci um anjo esbelto, / Desses que tocam trombeta, anunciou: / Vai carregar bandeira. / Cargo muito pesado pra mulher, / Esta espécie ainda envergonhada.”
CaioCampos: “Quando nasci, um homem de mãos crispadas me segurava dizendo com um bafo de cachaça: que pivete avarento! Descobri que este homem era um anjo caído e ele então me disse: seja Caio na vida”
Dublês de Poeta
Escrito por
Dublês de Poeta
às
22h54
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