Isso que é um céu azul: Igreja São Francisco- BH

O apanhador de desperdícios , de Manoel de Barros

 

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios. 



Escrito por Dublês de Poeta às 11h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




Parece piada, mas é sério.

O Juíz Livingsthon José Machado, da Vara de Execução Criminais de Contagem (MG), é o meu mais novo herói! Depois de soltar presos de penitenciárias, denunciando claramente a situação precária do sistema carcerário, ele ainda contrariou a liminar do TJ. Podem até chamá- lo de radical, eu achei bem coerente a decisão, e se eu estivesse no lugar dele mandaria soltar todo mundo e encaminharia os presos as aulas de yôga, inclusive elas poderiam ser ministradas pelo Romolito, e também indicaria psicoterapia para todos.

salvé

Plí



Escrito por Dublês de Poeta às 13h12
[   ] [ envie esta mensagem ]




Dizem que sou egotista e que nunca vou conseguir ser alguém. Muito menos um jornalista. Não sei relatar uma notícia ou um acontecimento sem transformá-lo em conto, fábula ou poesia. O máximo que almejo em sociedade é morrer como uma pessoa comum. Não seria honesto da minha parte viver de maneira na qual eu não saiba; só porque, nesta vida, só aprendi a falar de mim - bem ou mal. A fazer de mim todas as conseqüências e me assumir como única referência das minhas causas e efeitos. Toda diferença cai em mim - para mais ou para menos. Toda história que eu conto é sobre mim – com ou sem final feliz. Eu sou minha cama, meu sonho e pesadelo. Sou meu advogado da morte e da vida. Por sobras e finais me faltou o juízo. E com esse sentimento de cidade-vazia, vou colocando meu nome nas coisas e saindo de fininho desse mundo.

 

CaioCampos City.

 

Não me sinto mais um estrangeiro. Achei minha cidade. É uma cidade simples, com uma bela vista, onde o tempo parece parado. Tem uma enorme área para se pensar – e uma natureza viva e esquizofrênica.

 

Uma cidade vizinha cai bem diante dos meus olhos. Enquanto as pessoas reconstroem seus barracões para viverem, eu desfaço de uma vez por todas das minhas malas. CaioCampos City fica do lado de uma favela. O engraçado que nesta favela tem bastante operário, marginal, traficantes e comerciantes, mas a figura do favelado, estereotipado, sumiu dali.

 

Sempre tive uma sintonia com a morte-enfim, é uma questão de segundos onde me leva à sensação que ela esteve ali antes de eu chegar, ou que ela ia ao meu encontro, segundos antes que eu partisse de algum lugar.

 

A morte-enfim é um som de flauta em si menor fazendo serenata pra você o tempo todo, debulha um sentido que vem antes de alguma convenção imposta por uma linguagem. Por falta de primavera, a morte-enfim não tem conto. Na minha cidade, tudo sempre está ficando tarde demais.

 

Tem uma semana que ninguém liga pra mim. Mas claro, não tem telefone na minha cidade. Então pensei em instalar um telefone só para conferir, mas desconfiei que ninguém ligaria assim mesmo. Então continuei com o que chamo de a expectativa do abandonado feliz. Na verdade é um sentimento igualmente inventado sobre a morte-enfim.

 

Aqui de onde estou, vejo personas inebriadas, alguns olhos chorando, algumas bocas abertas e lábios sorrindo. Na escrivaninha, rabisco letras e contas com um lápis sem ponta. Aqui tudo tem sua mea-inutilidade. Rebebo meu saboroso Whisky, rodeio meus pensamentos, nesta quase noite rara de prazer em mais um invariável dia sem mim.

 

Cidades querem sempre mais das pessoas, sopram e desenham paisagens, criam formas sedutoras, criaturas sedutoras, sentimentos sedutores igualmente inventados sobre a expectativa do abandono feliz e da morte-enfim.  Assim foi o que pude colorir do mundo; da velha, patética e bucólica cidade de onde vivi. Agora, onde eu vivo, se vê a décima brilhante de algum meteoro em decomposição.

 

Dublês de Poeta.



Escrito por Dublês de Poeta às 15h26
[   ] [ envie esta mensagem ]




A antiofídica literatura de consumo.

 

Os homens criaram as idéias. E as mulheres consomem nossas idéias compulsivamente. É o seu Idílio para ruelas sem saída. É o seu grito histérico de independência para um manifesto rouco do verbo sem calcinha. A mulher escreve com o efeito de amônia, acrescentado de acetona e benzina.

 

Toda jornalista mulher é lunática, escreve com gravidade zero. Alguém já disse que imprensa era coisa pra mulher. Maria ou Marta, de todas as cores, de todos os sabores, de todos os programas de televisão. Sou bacharelado em literatura feminina, veja esse itálico, não tem cheiro de amônia? Tenho permissão para rimas depiladas. E defendo a tese que não existe literatura feminina sem tinta de esmalte.

 

Diálogos para cartões ilustrados

 

-- Mamãe , mamãe! Abre as janelas e as portas!

 – Por que minha filha?

– Minhas idéias querem fugir de casa!

 

-- Boa tarde senhor, quanto é o corte? – cinco reais. – E a cagada? – Três reais. Pode cagar então, tá barato. 

 

 

                                                              Dublês de Poeta



Escrito por Dublês de Poeta às 01h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




Pequeno diário de um só dia só...

Hoje o dia amanheceu com um solzinho entre nuvens e eu acordei mais cedo. Aproveitei pra remover um espalte branco das minhas unhas que eu inventei de passar ontem e depois de 12 horas me arrependi e fiquei com preguiça de retirar na hora do pesar. A gente não devia adiar as coisas. Imediatamente após despertar vi aquele sol e lembrei que minhas unhas estavam horríveis! Aí peguei o Acetato de Etila, o algodão e me embriaguei. Para mim é sempre triste remover esmaltes. Desde o dia em que parei de roer unhas, estas tornaram-se um fetiche para mim, chego a pintá-las mais de duas vezes por semana, de diversas cores, até fazer desenhos, mudar a forma... Ou seja, virou obssessão. Logo após esse martírio fui fazer café só que o mesmo já não existia, daí fiz chá, bebi. Sai de casa atrasada pra aula e o trânsito estava infernal, voltei da aula e o transito estava infernal, ouvi no rádio que o transito vai ficar infernal entre 16 e 21 horas, ou seja, já era a sexta feira! Isso tudo porque dizem que terça é feriado de não sei o que, e o paulistano tem que sair da cidade, todo juntos: Paulistanos, uni-vos. Não dá pra ficar nessa cidade poluída e caótica, vamos todos juntos, em filas, longas, democráticas, fraternas, infernais, sair da cidade e relaxar... na volta o trânsito só fará a gente recordar da cidade, sabe como é, ir entrando no clima. Todo feriado é assim. Começa com muito trânsito e acaba com muito tráfego.

ps: Eu não sou paulistana. O que é um paulistano? Eu ainda não entendi.

Plínia



Escrito por Dublês de Poeta às 14h49
[   ] [ envie esta mensagem ]




(D.O) CAUSA MORTIS: VíCIUM

 

 

Eu, Cássio Túlio Ribeiro, irmão de Caiozito, venho esclarecer a todos, que o Caio saiu vazado do blog. Ele tava muito mal, cara! Vou lhes contar: estava eu alegremente dentro de casa, quando não mais que de repente, gritei: “onde está o Caio?” Todos vocês devem saber que ninguém sente falta dele, mas nesse dia, não sei o que deu em mim, senti sua falta, mas nada dele aparecer. Foi quando percebi que já fazia uma semana que ele estava trancafiado no seu quarto, fumando pacas, meu camarada. Completamente bêbado, bebaço mesmo, véi. O cara tava magro, pálido, fedido, com aquela barba grande, rala e cheia de falhas, igual arame farpado.

 

Fiquei deprimido, bicho. O estado do cara era sério, véi. Muito grave mesmo. Vendo as condições do sujeito, mórbido. Uma garrafa de 51 justaposta no seu criado-mudo. Seu olho não tinha mais expressão. Por um momento eu não reconheci meu irmão. Dava dó. Ele volveu a cabeça para mim medonhamente, balbuciou algo inteligível e voltou a teclar. Eu lhe disse, “chega Caio, porra! para com essa vida de blogueiro”. Ele coçou a cabeça de maneira que se ouvia a espessura da caspa em seu cabelo bagunçado, ele começou a babar e balbuciou algo outra vez, mas estava completamente fora de si. Não sabia quem era e onde estava.

 

Eu gritei, “Caio Campos!”, ele me abraçou e disse, “amor, desculpe, eu te amo.”. Pensei comigo, "o cara pirou". De repente ele começa a catar guimba de cigarro no chão. Ele estava perturbado mesmo, eu podia ver cinco encostos indo atrás dele. Eu gritei de novo: “Caio, levanta-te!” Ele disse pra mim, “cigarro de palha? Eu não tenho, acabou”.

 

Poxa vida, esse não é meu irmão. Fiquei muito triste. Chateado mesmo. Então resolvi ajuda-lo, dar um basta nisso. Carreguei-o, tirei aquele corpo esquelético do quarto, fui com ele até o final do corredor, onde dava para a sala-de-estar,  quando o deixei cair no carpete de náilon. Ele começou a babar até dormir. Então liguei para um médico.

 

Voltei até o quarto dele. O quarto todo bagunçado, fedido. Na noite anterior, eu tinha visto que ele tinha comentado em mais de dois mil blogs, e mandou mais de cinco mil recados no orkut! Respondeu dez mil e-mails. O cara tava sem noção, véi. Felizmente eu apaguei a conta do orkut dele!  Tirei o computador do quarto dele. E coloquei-o num hospital terapêutico.

 

Meu irmão nunca foi um sujeito bem das idéias. Mas ele tava muito doidão, cara! Passou dos limites, bicho! Saibam que se ele não voltar ao que era antes... poxa vida, tá certo, ele era um sujeito preguiçoso e caótico, mas ao mesmo tempo tinha um carisma peculiar, era um cara afável, mesmo com sua fala retardatária diante outrem; o que lhe proporcionava ser o anti-social mais sociável que eu conhecia. Mas o sujeito é meu irmão, véi.

 

Então fica decretado: o Caio não postará aqui, alias, ele nem chama CaioCampos, ele inventou esse nome, ele Chama Menezes, isso mesmo, Menezes.! O CaioCampos era uma invenção. Acabou, morreu. Foi para nunca mais voltar!

 

Agora que ele ta mal, aposto que ninguém vai comentar. É sempre assim. Como ele gostava de dizer, “aplauso dos fantasmas”. É isso, com aquele sorriso de agradecimento, “à quem sabe ler, mas não enxerga bem as palavras”.  

 

Cássio Túlio Ribeiro



Escrito por Dublês de Poeta às 02h34
[   ] [ envie esta mensagem ]




Prefácio para plágio autêntico de blog.

 

Posto, logo existo. Postar ou não postar, eis a questão. Todo comentário sobre meus posts, se não me mata, me fortalece. O post nasce puro, o coment que o corrompe. O blog é o blog do blog. Todo blog vale a pena quando o post é pequeno. Pois quando eu cheguei neste blog uol eu nada entendi, da sua configuração filha da puta. É preciso amar o blog como se não houvesse banda-larga. Meu blog nasceu há dez ha alguns meses atrás, e não tem nada nesse mundo que eu não blogue demai. Quando eu nasci, um anjo hacker me disse num blog: vai Caiocito, ser gauche na internet. Apesar desse blog amanha há de ser outro link. Tudo posso, no blog que me fortalece. Há tantos links, mas somente um leva ao meu. Meu blog, bi! Bi! Quero navegar no meu blog. Eu sou blogueiro e não desisto nunca. Atiraram o pau no meu blog, mas o meu blog não morreu. reu reu reu.  

 

Os sete plágios incompletos. E os dois último assassinos da arte.

 

Se literatura tivesse teste de DNA: todo escritor seria filho de Homero.

Se música tivesse teste de DNA: todo músico seria filho da chuva, da cachoeira ou do vento. Se pintura tivesse teste de DNA: todo pintor seria filho das paisagens rupestres dos dinossauros. Se a escultura tivesse teste de DNA: todo escultor seria filho da argila, das montanhas e das nuvens. Se Cinema tivesse teste de DNA: todo cineasta é filho “da caverna de Platão”. Se o teatro tivesse teste de DNA: todo ator seria filho de Dionísio. Se a dança tivesse teste de DNA: todo dançarino seria gay. Enfim. A oitava arte: o jornalismo. Se o jornalismo tivesse teste de DNA: todos os jornalistas seriam filhos do diabo. Concluindo: a Nona Arte: Caiocampismo. Se todo Caiocampista tivesse teste de DNA, todos seriam filhos da puta.

Você mesmo não existe, você é plágio de alguém.

Carlos Drummond de Andrade: “Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.”

Torquato Neto: “Quando eu nasci / um anjo louco muito louco / veio ler a minha mão / não era um anjo barroco / era um anjo muito louco, torto / com asas de avião / eis que esse anjo me disse  / apertando a minha mão / com um sorriso entre dentes / vai bicho desafinar / o coro dos contentes / vai bicho desafinar / o coro dos contentes.”

Chico Buarque de Holanda: “Quando nasci veio um anjo safado / O chato dum querubim  / E decretou que eu tava predestinado / A ser errado assim / Já de saída a minha estrada entortou  / Mas vou até o fim.”

Adélia Prado: “Quando nasci um anjo esbelto, / Desses que tocam trombeta, anunciou: / Vai carregar bandeira. / Cargo muito pesado pra mulher, / Esta espécie ainda envergonhada.”

CaioCampos: “Quando nasci, um homem de mãos crispadas me segurava dizendo com um bafo de cachaça: que pivete avarento! Descobri que este homem era um anjo caído e ele então me disse: seja Caio na vida”

 

Dublês de Poeta



Escrito por Dublês de Poeta às 22h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




Caiozito, aquele que é sensacional sem ser sensacionalista.

Prefácio para um prefácio de Blog.

 

Esta minha escrita feia; feiúra em todo aspecto, objeção em si. Não tem como finalidade mostrar coisa alguma: estrutura narrativa, variedades gramaticais, ou qualquer outra forma sedutora de linguagem, o único objetivo dos textos que publico no blog é a esculhambação. Minha verdade é indescritível como qualquer outra, já a mentira é facilmente escrevível. Não sou amigo nem das minhas palavras. Eu as traio, as difamo, maldiçôo-as e abandono-as logo que as uso. Ainda sim amo isso como nunca amei algo na vida. Escrever é um processo de catarse pra mim.

 

Um guru e Caiozito tomando cerveja no Bar

 

Caiozito: Qual a lição de hoje? - Guru: Hoje é dia dos mortos. - Caiozito: (...) - Guru: Talvez aquele sujeito que a gente só  tenha o hábito de cumprimentar; aquele barrigudo que fica sentado bêbado na mesa de um bar, perto da sua casa. Talvez ele tenha uma honra. Eu ando achando mais nobre as pessoas que morrem passando batido na vida. - Caiozito: Você conhece o Arabú? - Guru: Não, quem foi? - Caiozito: Ele não foi ninguém. - Guru: Nossa, que grande pessoa! Guru: Sabia que tem mais alma nos desalmados do que muita gente que vive escrevendo sobre alma. - Caiozito: O que você quis dizer com isso? Guru: Nada, você tem que entender que conversar não é convencer. Caiozito: Eu vim aqui lhe dizer que acabei de ganhar uma discussão ali na esquina. E você vem com esse papo de conversar por conversar. Eu não jogo conversa fora, ganhar discussões tem um valor sagrado. - Guru: Já disse pra você, numa discussão ninguém ganha e ninguém perde, é tudo uma troca. - Caiozito: A sabedoria e o conhecimento se socializaram? Você é comunista! O guru balança a cabeça, irritadíssimo, levanta, paga a conta e vai embora. Caiozito comemora mais uma vitória em discussões, dessa vez por WO. Enquanto Caiozito acabava de tomar sua cerveja, passa um jovem e o cumprimenta. - O Jovem: Esse pessoal que fica até essa hora na mesa de um bar tomando cerveja, o que ele representa pra sociedade? Ele vai passar batido na vida...

 

Nitidamente P. Campos

 

"A ociosidade é mãe de toda psicologia. Toda psicologia é um vício. O mais corajoso entre nós, só tem coragem de abrir a boca quando está coberto de razão ou quando assume que vai falar bobagem, aí ele tem coragem. Entre as mulheres. – “A verdade?” oh, não conheces a verdade! Não é ela um atentado ao nosso pudor? A mulher perfeita faz literatura do mesmo modo que comete um pequeno pecado: experimentando e volvendo a cabeça para ver se alguém percebeu, e afim que alguém perceba isso."

 

Dublês



Escrito por Dublês de Poeta às 22h14
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
Histórico
   01/12/2009 a 31/12/2009
   01/08/2009 a 31/08/2009
   01/07/2009 a 31/07/2009
   01/06/2009 a 30/06/2009
   01/05/2009 a 31/05/2009
   01/04/2009 a 30/04/2009
   01/02/2009 a 28/02/2009
   01/01/2009 a 31/01/2009
   01/12/2008 a 31/12/2008
   01/11/2008 a 30/11/2008
   01/10/2008 a 31/10/2008
   01/09/2008 a 30/09/2008
   01/08/2008 a 31/08/2008
   01/07/2008 a 31/07/2008
   01/06/2008 a 30/06/2008
   01/05/2008 a 31/05/2008
   01/04/2008 a 30/04/2008
   01/03/2008 a 31/03/2008
   01/02/2008 a 29/02/2008
   01/01/2008 a 31/01/2008
   01/12/2007 a 31/12/2007
   01/11/2007 a 30/11/2007
   01/10/2007 a 31/10/2007
   01/08/2007 a 31/08/2007
   01/07/2007 a 31/07/2007
   01/05/2007 a 31/05/2007
   01/04/2007 a 30/04/2007
   01/03/2007 a 31/03/2007
   01/02/2007 a 28/02/2007
   01/01/2007 a 31/01/2007
   01/12/2006 a 31/12/2006
   01/11/2006 a 30/11/2006
   01/10/2006 a 31/10/2006
   01/09/2006 a 30/09/2006
   01/08/2006 a 31/08/2006
   01/07/2006 a 31/07/2006
   01/06/2006 a 30/06/2006
   01/05/2006 a 31/05/2006
   01/04/2006 a 30/04/2006
   01/03/2006 a 31/03/2006
   01/02/2006 a 28/02/2006
   01/01/2006 a 31/01/2006
   01/12/2005 a 31/12/2005
   01/11/2005 a 30/11/2005
   01/10/2005 a 31/10/2005
   01/09/2005 a 30/09/2005
   01/08/2005 a 31/08/2005
   01/07/2005 a 31/07/2005
   01/06/2005 a 30/06/2005
   01/05/2005 a 31/05/2005
   01/04/2005 a 30/04/2005


Outros sites
   Alexandre Soares Silva
   http://www.apostos.com
   dublês blogspot
   Gymnopedies
   E Deus criou a Mulher
   Altino Machado
   O Espírito da Coisa
   Pensar Enlouquece
   Papagaio Mudo
   Liberté
   Prosa e Verso
   FOLHA DE SÃO PAULO
   O GLOBO
   ESTADO DE MINAS
   Bravo on line
   Le Monde
   Razão Poesia
   TV Enxame
   Guilhermeza
   Apenas ser
   Sententia
   Ótimas mentiras
   Union - Cinema
   Revista Opperaa
   Cris Moreno
Votação
  Dê uma nota para meu blog