A antiofídica literatura de consumo.
Os homens criaram as idéias. E as mulheres consomem nossas idéias compulsivamente. É o seu Idílio para ruelas sem saída. É o seu grito histérico de independência para um manifesto rouco do verbo sem calcinha. A mulher escreve com o efeito de amônia, acrescentado de acetona e benzina.
Toda jornalista mulher é lunática, escreve com gravidade zero. Alguém já disse que imprensa era coisa pra mulher. Maria ou Marta, de todas as cores, de todos os sabores, de todos os programas de televisão. Sou bacharelado em literatura feminina, veja esse itálico, não tem cheiro de amônia? Tenho permissão para rimas depiladas. E defendo a tese que não existe literatura feminina sem tinta de esmalte.
Diálogos para cartões ilustrados
-- Mamãe , mamãe! Abre as janelas e as portas!
– Por que minha filha?
– Minhas idéias querem fugir de casa!
-- Boa tarde senhor, quanto é o corte? – cinco reais. – E a cagada? – Três reais. Pode cagar então, tá barato.
Dublês de Poeta
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Dublês de Poeta
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01h16
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