Destino: BH CITY
Saímos cedinho de sampa no sábado dia 17 para desbravar a estrada 381 e chegar na terrinha do docinho de leite e do queijinho e das comidinhas calóricas e do céu azul e da gente lentinha. Animados fomos embalados ao som da Cher; depois do Clube da Esquina, por causa desse último bateu aquela nostalgia e decidimos almoçar. O rodízio de churrasco na estrada custa 14 reais e você pode comer rã, capivara, cordeiro e outras carnes... o buffet de saladas estava bom. Comemos, bebemos refri e o cafezinho era grátis! Continuamos a viagem e eis que ao chegarmos em São Gonçalo do Sapucaí, sul de minas, o motor ferve. Paramos noacostamento e nele havia de um lado montanha e do outro matagal. Bateu aquele tipo de desolação e desespero em que a gente fica apático, eis que jogamos água num treco lá do motor e o carro andou até um posto da Shell. (mecânica de carros é realmente algo incrível). O cara do posto fez um remendo e seguimos. Dois minutos depois eis que o motor ferve. Retornamos então pelo acostamento na contra mão de volta ao posto. Caminhões passavam coladinhos em mim e eu senti aquela adrenalina. No posto chamaram um mecanico de verdade e ele não resolveu o problema. A solução foi rebocar. O maluco do reboque chegou duas horas mais tarde e a gente iria com ele até Oliveira onde parte da família que mora lá nos salvaria com água e caminha quente. Esse trajeto de 200 km ( São Gonçalo até Oliveira) foi tão reconfortante!!! Afinal chacoalhar num caminhão por duas horas relaxa bastante. O silêncio imperava na cabine quando o motorista resolveu ligar o som. Eu torci pra não ser música brega, até rezei... mas era Raulzito. Alegremente nós três continuamos a viagem cantando Plut plat zum, não vai a lugar nenhum.... eu nasci há dez milanos atraz... e por aí vai. Foi um prazer. Dormimos em Oliveira e na noite do dia seguinte segui sozinha pra BH City de ônibus. Mamãe ficou de me pegar na rodoviária as 22 hs, eu cheguei lá e nada. Adivinhem??? O carro estragou em frente a UFMG. Peguei um taxi e cheguei meia hora depois em casa. Passei ali pela Lagoa, vi aquelas luzes, Antônio Carlos sendo duplicada, aqueles prédios pequenos, as casinhas... na casa de mamãe a decoração de Natal um lanchinho com pão de queijo e todos felizes.
Gastei dois dias pra chegar em BH, mas como valeu. Andei pela cidade, fui beber café... comi tábua de queijos e vi As Crônicas de Nárnia. Amanhã vou comprar cachaça no Mercado Central, lá é assim: a gente prova um monte de cachaças pra saber qual quer levar. Experimenta frutinhas, castanhas e queijinhos, come jiló e bebe cerveja. É um atentado gastronômico, um prazer! BH é uma cidade magnífica, mas eu ainda prefiro Pasárgada ou Xangrilá.
Plí
Escrito por
Dublês de Poeta
às
20h05
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