Teatro

 

Um cara chega no meio de uma peça de teatro e grita: “É culpa do texto”.

O público é tomado por uma mudez atmosférica contagiante.

O cara continua interrompendo a peça aos berros, com o antibraço e o dedo indicador erguido: “O texto é sempre o culpado de todo contexto”

Uma senhora, daquelas bem velhas , que vão aos teatros só para chorar, começa a chorar. (não se sabe o porquê. Aliás, essa velha sempre invade os meus textos igual esse cara que gritou no meio da peça).

Um cavalheiro, daqueles que não sabem gritar, se levanta e pede baixinho: “xiii”

O cara respeita o cavalheiro. Afinal de contas, ele estava com uma bela indumentária...

Quando de repente entra uma mulher pelada. Peladona!

Aí você pergunta: “Na peça, no teatro?”.

Não, no texto.

Já vira logo um bom pretexto

para não se escrever mais nada.



Escrito por Dublês de Poeta às 12h24
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Sinopses

 

Oh! grifomaníaco.

Esse tarado!

infectuoso abjeto das coisas em branco.

Uma imagem ali... hum

Um pouco de zoom... ai

Seu olho está fértil hoje,

Para eu poder lhe enfiar esses escritos? 

A coisa virgem pede alegremente

Após ler este incidente:

Rasgue o meu roteiro.

Quero ser diferente

 

Para você

A palavra que sai de mim

Essa sim

Supera todo o meu ser.



Escrito por Dublês de Poeta às 12h18
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No show de música

 

Um cara invade o palco de um show da banda mais famosa da cidade, toma o microfone do vocalista e grita: “De que valem os letristas de música!”.

A Banda continua tocando. o Cantor sem palavras fica mudo: o óbvio.

Público (para de cantar e começa só acompanhar a melodia)

O cara invasor se empolga com o microfone na mão e começa a bater na cabeça do cantor até sangrar.

O baixista, o mais maníaco de todos, larga o instrumento e voa com os dois pés na cabeça do cara.

A platéia vai ao delírio e começa a gritar: “porrada... porrada!”.

Todos os músicos param. Os seguranças entram. O público começa a brigar entre si. A briga se generaliza por todo o ginásio onde estava ocorrendo o show. Um telespectador, que assistia ao Show ao vivo pela televisão começa a discutir com o outro e começam a brigar também.

De repente era só um filme.

Aonde?

E sobem as legandas...

 

Tire as cores da sua televisão

 

Deixe a tela plana escura

 

De que vale a pintura?

 

Deixe a tela plana escura

 

De que vale a curva

 

Dentro de uma arquitetura...

 

FIM!



Escrito por Dublês de Poeta às 12h06
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Jornalismo, um curso técnico para mulherzinhas - ou, da arte de se criar um jornalismo Reality Show foto-Novela.

 

 Tentei encontrar alguma figura ou personalidade que ilustrasse o jornalismo, e as primeiras fotos da página do google que representa essa figura, são essas fotos aí de cima.

 O último capítulo dessa foto-novela está aqui Deixei pro final a melhor!!!!



Escrito por Dublês de Poeta às 14h39
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Sobre a Palestra de João Gilberto Noll  para o Salão do Livro e outras observações.

 

 

 

 

Ao contrário de Luiz Fernando Veríssimo (o Paulo Coelho da crônica brasileira), a palestra de João Gilberto Noll, no Pavilhão Mário Palmério, para o Salão do Livro, estava praticamente vazia. J.G Noll, que ganhou o maior prêmio da literatura brasileira, o Jabuti, e por duas vezes seguida, 2004 e 2005, foi assistido por meia dúzia de pessoas.

 

Jornalismo, um curso técnico de mulherzinha.

 

Eu pude sempre perceber que o público e os jornalistas sempre estragam palestras de escritores. O público porque cria uma anti-atmosfera de desconhecimento total sobre o autor, como foi o caso de Noll, que parecia um sujeito meio louco falando para uma platéia meio abobada . Por outro lado, quando não chega quase à histeria total, no caso de L. F. Veríssimo, transformando o escritor num popstar.

 

E o jornalista, personagem tão demasiadamente emotivo da palestra, entra numa empatia tal com o público, criando um clima tão desconfortável para o escritor, que chega a irritar tanto o sujeito louco como o popstar.

 

O Jornalista tem apenas o dever de localizar o público para ele não ficar totalmente perdido igual uma galinha desesperada no meio da avenida, tentando não ser atropelada pelas palavras do escritor. O jornalista tem que ser mais cru, mais objetivo quando está entrevistando alguém, ou sendo o mediador da palestra.

 

O jornalista, não sei se é uma característica do jornalista brasileiro, ele tem a mania de querer montar uma crônica dele no meio da entrevista – ou servir de orelha de livro para a palestra, ainda que a palestra esteja em andamento.

 

Eu, sinceramente, quase me levantei e pedi que os jornalistas, assim como o público e todas as pessoas normais, que se levantassem e se retirassem daquele lugar, porque eu queria escutar o J.G Noll sem amolações. Deixaria apenas o pessoal da organização ali, porventura ocorresse algum problema técnico na iluminação ou no som etc.



Escrito por Dublês de Poeta às 13h54
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Um risco, uma incógnita.

 

“Do Desespero de Contar uma História ou da Arte de Ser um Unicórnio”, peça de Juarez Dias, que traz uma adaptação de “O Unicórnio”, Livro que mistura ficção e auto-biografia de Hilda Hilst. A peça, atração do 7º Salão do Livro de Belo Horizonte, nos convidou a conhecer uma obra pouco divulgada de umas das maiores escritoras do Brasil, Hilda Hilst.

 

Dayse Bélico e Rodrigo melgaço interpretam alguns diálogos e a inquietante personalidade da autora. Um texto fabuloso; por vezes poético-filosófico, por vezes tragicômico. A entrada do vídeo, com imagens de Hilda Hilst, falando de sua obra, obscureceu ainda mais a nossa expectativa de como o diretor iria pensar, editar e montar um diálogo tão fantástico e intimista que é O Unicórnio.

 

O maior inimigo da peça não foi a iluminação de um cenário pobre, mas a coragem do diretor Juarez Dias em tentar adaptar para uma linguagem cênica um texto com a complexividade literária que é O Unicórnio.

 

Ainda sim o diretor leva o mérito de se arriscar bastante. Ficaremos na expectativa de como será a próxima adaptação de Juarez Dias, uma incógnita? Torcemos sim, para que ele continue arriscando.



Escrito por Dublês de Poeta às 15h53
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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