Soneto da índia que chupou gelo pela primeir vez.
Moral é o juízo que sobra da penúria
Escondera teu quadro debaixo do giz
Desfecho o sentido de toda a lamúria
Contudo num riso desfez-se o que diz
No princípio era o verbo, antes a poesia
E o poeta aclamara: de que vale a palavra!
Depois qualquer enfeite ermo na sílaba
E o filósofo mais-valia aquilo que faltava
E a índia espantada: olhos-gelos derretia
De tudo que fôra dito, nada fôra de palavra
Mesmo quando descrente, ela descrevia..
Nada que fôra escrito, fôra fora da palavra
Fusão é a mudança do sólido à poesia
Mesmo quando sentia, do mesmo não se fala
from... 
Escrito por
Dublês de Poeta
às
16h51
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