Poker (parte I)

 

A diferença do Poker para os demais jogos (como xadrez ou par-ou-ímpar)  - mais que todas as estatísticas e os vários momnetos que se pode dar um bom blefe - é o estado psicológico. Numa partida de Poker on line, a tensão e o medo estão escondidos. Qualquer covarde pode dar uma de valentão na mesa. Ele manda um all in logo de cara com cartas marginais, e se perder, ninguém poderá olhar a sua cara de otário. E o que mais existe no poker on line são os jogadores idiotas.

 

Para se jogar poker (e eu não vou entrar no mérito das estatísticas nem das regras) você tem que ser cafajeste e canalha. Afinal, você está ali para “roubar” dinheiro. Pois a única razão do poker é o dinheiro. Sempre digo que a única maneira de se roubar dinheiro honestamente é jogando poker.

 

Comecei jogando com amigos, e quase os perdi. Nunca fiz amigos no poker... networking está fora do meu conceito.

 

Essa semana disputarei a final para uma vaga na WSOP. Se ganhar, disputarei o Texas Tatuapé (SP) - torneio classificatório para a final WSOP, que talvez será transmitida por algum canal a cabo. Cara a cara eu sou bom. Sou um galante no poker. Não gosto da agressividade. Sou sedutor. Olhar perdigueiro e calmo ( olhar contraditório) em cima dos adversários que ganhei, como dizendo cordialmente, “vocês perderam, mas jogaram muito bem”. Com um sorriso francês nos meus olhos azuis.

 

Para se dizer isso com os olhos é preciso ter bastante experiência em estética corporal. Treino estética corporal todos os dias em frente ao espelho, mas isso é outro assunto. Até hoje nunca consegui dizer para uma mulher, “quanto você vale?”. Mas isso é outro assunto, “o amor pago”, no amor eu não blefo babe. Acho indelicado. Mas isso é outro assunto.

 

Eu indico dois sites para os iniciantes: Poker Tropical e o Evest poker

O primeiro tem muito brasileiro, alguns portugueses e pouquíssimos latinos. Prefiro jogar com os europeus do Everest. O Brasil não tem uma cultura de poker. Alias, cultura no Brasil my friend... mas isso é outro assunto.



Escrito por Dublês de Poeta às 18h41
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Só pra dizer oi

A garganta arranha, a cabeça dói, as costas castigam e há no peito uma dor dispersa. Devo estar com princípio de pneumonia, mas como boa teimosa que sou, só irei ao médico quando houver febre.

Na cidade de São Paulo faz 10 graus, e um vento e uma garoa e uma solidão. Esses dias em que o povo está tão cristão, dia em que a cidade parou para ver o Papa, eu continuo alheia aos acontecimentos e a minha vida dói. Eu estou a terminar prazos e ver autos. Dizem que vão ser suspensos os prazos, eu ignoro. A vida continua e a fé se esconde. Em mim só aquela sensação de carregar alguma coisa invisível, inútil e pesada pelo mundo afora, com alguma finalidade indizível e não conhecida. Passei a acreditar no amor e na felicidade e em alguma salvação pra melancolia, andei prestando atenção na cidade: é grande e é linda! No meio da miséria e da riqueza há coisas admiráveis na metrópole.

"Eu nada te peço a ti, tarde de maio, senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível, sinal de derrota que se vai consumindo a ponto de converter-se em sinal de beleza no rosto de alguém que, precisamente, volve o rosto e passa... Outono é a estação em que ocorrem tais crises, e em maio, tantas vezes, morremos. Para renascer, eu sei, numa fictícia primavera, já então espectrais sob o aveludado da casca, trazendo na sombra a aderência das resinas fúnebres com que nos ungiram, e nas vestes a poeira do carro fúnebre, tarde de maio, em que desaparecemos, sem que ninguém, o amor inclusive, pusesse reparo. E os que o vissem não saberiam dizer: se era um préstito lutuoso, arrastado, poeirento, ou um desfile carnavalesco. Não houve testemunha. Nunca há testemunhas. Há desatentos. Curiosos, muitos, quem reconhece o drama, quando sprecipita, sem máscara?" Carlos Drummond



Escrito por Dublês de Poeta às 19h19
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Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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