Uma colega de assessoria me enviou algumas perguntas (corrente), e “como sou civilizado, tendo a ceder a esses pedidos” (como diz o Ed.) engraçadinhos. Mas dei uma editada, são tantas perguntas, babe

Quantidades de vela no seu último aniversário? Mais de vinte e menos de trinta.

 

Tatuagens? Na minha pele não. Algumas compõem bem um corpo feminino. No geral, acho a tatuagem algo bem feminino.

 

Piercings? A mesma teoria para a tatuagem.

 

Já foi à África? Não e nem pretendo. Caso se refira a Copa do Mundo na África do Sul, eu iria numa boa. Mas nada de Safáris e visitas sociológicas.

 

Já esteve envolvido em algum acidente de carro? Uma vez um pedestre bêbado entrou na minha frente e, quando vi, já estava a 90 km/h.

 

Música preferida? Quarta de Cinzas – Parceria Minha e do Cássio Túlio.

 

Cerveja ou Champanhe? Champanhe.

 

Lençóis de cama lisos ou estampados? Por desconhecer de lençóis, posso votar em branco?  Me ocorre agora, quando criança eu tinha um lençol com estampa do Topo Gigio

 

Filme preferido? O mais recente é Crash – No Limite.

 

Flores? Papoula

                       

 

Quem dos teus amigos vive mais longe? Sanchez - Ponpano-USA

 

Melhor amigo? Nietzsche

 

Quem você acha que vai ser o primeiro a comentar esse post?  Espero que ninguém, pelo constrangimento. Mas devem ser a Plínia e o Rômulo.

 

Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender? Até cair a ligação

 

Qual a figura do seu mouse-pad? A logomarca da Partenersnet.

 

Mulher bonita? Catherine Zeta-Jones.

                    

Pior Sentimento do Mundo? O moralismo. (o compassivo moralista é o pior subgênero deles).

 

Melhor sentimento do mundo? A mistura de Soberba e Luxúria. A Gula nessa época é bem sugestivo.

 

O que uma pessoa não pode ter para ficar com você? Feiúra.

 

Qual o primeiro pensamento ao acordar? Espanto.

 

Qual o último pensamento antes de dormir? Pensar...

 

Se pudesse ser outra pessoa, quem seria? Um poeta do século XIX. .

 

O que você tem debaixo da cama? Meus óculos.

 

Qual a pessoa irá ignorar esse questionário? Deixe-me pegar uma calculadora: meia-dúzia de pessoas menos a população do mundo =

 

Quem você gostaria que comentasse? A pessoa que me enviou essas perguntas. (quero uma resenha crítica).

 

Uma Frase: “O prazer é a única coisa digna de uma teoria” Lorde Harry.

 

Qual o Livro que você está lendo? Novas Fábulas Fabulosas – Millôr e Apocalípticos Integrados – Umberto Eco.

 

Uma saudade? Do iluminismo.

 

Uma característica tua? É o que eu chamo de meu talento, que é o resultado da soma de minha preguiça + beleza = meu charme.

 

Programa de TV? Manhattan Connection. Mas o controle remoto continua sendo mais atrativo.

 

Praia ou Campo? Praia.

 

Prato preferido? Frutos do Mar. Rabada de Sereia. Rá.

 

Animal de estimação? Se tivesse algum jeito: Pantera Negra

 

O Melhor Programa? Ir jantar no Gusteau’s em Paris com a Catherine Zeta-Jones. Resumindo. Sair com uma gostosa num lugar de glamour. Que seja a gostosa da sua rua no melhor restaurante do seu bairro. Entendeu?

 

Uma roubada? Ser convidado para uma suruba e só ficar sabendo na hora.

 

Uma mania esquisita? Ficar dando opiniões e ficar inventando opiniões inusitadas sobre possíveis perguntas. Aliás, eu descobri que só sei fazer “prova aberta” quando transformo os questionários avaliativos em uma curiosidade a respeito de minha opinião sobre. É fácil, tipo: Caracterize e descreva (Caio, qual sua opinião a respeito do) o processo de constituição do imaginário cultural? Etc

 



Escrito por Dublês de Poeta às 21h26
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JE NE SUIS UN POÈTE, SALOPE

 

Digo em caixa-alta: possO ser e sou abusivo, fatalista, incoerentE non sense. Sou o exu que boceja na espera da reencarnação que nunca vem. Sou autista, sou egotista e me perfaço em prosa. Goza, jouit, ou finge, mas não se cale feito uma esfinge a me espiar. A chance que eu tive na vida eu derramei, eu me escorreguei agudo e cheio, firme e estrangeiro, me desvaneci dentro de você.

 

Agora não mostre humildade ou humilhante, o que me oferece cordialmente, no entanto, inebriante, o ventre, a entranha que sangra pelo sangue. Teu microfone linfático, teu holocausto ou autofalante hábito não alcança o meu pedestal. Não encaixa, não tem jeito, de costa ou vem de frente, rasteja de quatro com o contraste de tua pele linda ainda que pálida neve no chão imundo e quente do meu quarto.

 

E nós, que escrevemos mal, que falamos mal, vivemos mal? Maus? Nós que somos dublês da gente. Que somos papagaio mudo no meio de tudo, jouit, Joe. Beija uma mendiga e me diga o que você sente? Se num ato de pobreza a vida fica simplesmente...

 

Eu já comi lixo de terno e gravata, vê se me respeita! Não caio mais na armadilha do licor da tua boceta. Agora você entendeu minhas metáforas, minhas estultices. Vai enfia tudo no culo piso, tua caixinha de barata. Eu invento, eu engano, sou falsário, sou fulano, gangster do interior, curinga sem canastra, canalha, rei do poker. Sou o que faltava na sua vida, na hora da despedida - o nome que você murmura em seus gemidos escuros, negrumes profundos. Pode gritar, usted y su sentimiento de estraña, mierda, você sozinha, você calada, você apenas, você e sua bolsinha. Seu batom, seu sangue na boca, seu ombro, seu decote saindo da roupa, nua. Sem mim você é mais uma louca procurando loucura.



Escrito por Dublês de Poeta às 22h14
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Vejam o que os vestibulandos escreveram na prova de redação da UFMG. O tema era: “A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?”.

 

"A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação. A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação"


"A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não..."

 

"A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista"  

"A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças"

"Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco, fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro"

"A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral”


"A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção"

"A TV é o oxigênio que forma nossas idéias"

"...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens"

"A TV ezerce poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias"


"E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso"

"A televisão leva fatos a trilhares de pessoas"

"A TV acomoda aos teles inspectadores"

"A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas"  

"A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar"

 

*A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.

 



Escrito por Dublês de Poeta às 15h32
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Sobre a próxima edição do Jornal Impressão e alguns palavreados.

 

Conhecem a palavra ideofagia? E os diminutivos eruditos de professor? Profésulo, Profesúculo e Profesículo?  O senso de humor e o ridículo explicarão tais neologismos.

 

Meu texto não abre questões, abrem bocas e constrange lábios sisudos contra a própria vontade. Vocês já viram aquelas pessoas que tampam a boca quando riem? Elas não estão tampando apenas sua banguela, mas escondendo a vergonha como quem esconde a própria bunda. E o riso forçado é um tipo de estupro que entra pela garganta e se instala no que restou do cérebro

 

***Todo mundo tem que saber de uma coisa:  Fabrício Marquês de Sapo caiu (obrigado pela careta, não foi piada é coisa séria), professor diminuto de Edição Jornalísticamente da faculóide UNI-Beagá, atualmente demitido da FUMÉCULE. Esse guru sem calças achou bastante tempo para mergulhar em seus livretos, proesias, blogzinho e em seus protestículos contra sua demissão. Mas com tantos mergulhos, sobrou pouco tempo para ensinar natação, hein, Fabricículo peixuxa?

 

Fabrinócio sempre esteve atrás de seu próprio prestígio, laka e chokito, erro áureo para um professore placebo. Através do Impressão, Febrécio e sua febre por  ostentações e títulos, sai em revistas e em jornais sorrindo feito um sapo fumante. O Impre-ção em si é uma porcária, nada de ousadia ou inovação, é conservador em conserva, uma azeitona verde. A redação do In pressão parece mais um prostíbulo de neófitos da palavra. Mas o fabrício, fêssor minúsculo, ah, “esse” caricatura é o máximo, sua bazófia é insuperável, tem a receita certa para o jornal continuar ganhando nótoris premius. (fabrício é da mesma laia (lacraia) de wanir com pêlo e hamilton frôris).

 

***Quando você enxerga a profundidade em tipos como esses, pode saber que já é raso o bastante para parar de pensar. Sobre a primeira pergunta sobre o significado de ideofagia, ao sair a próxima edição do Impressão a resposta vira por si só.



Escrito por Dublês de Poeta às 21h46
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Quão longo instante do beijo

Se comparado ao curto doce desejo

Quão incerta nossa despedida

Se comparado ao curto encontro de nossas vidas

 

Versinho de Juan, pouco antes de sua morte.

 

 

Juan e Silvia

 

Juan era palhaço num circo do interior,

Resolveu fazer faculdade de ciências contábeis em Salvador.

Silvia suava de noite e trabalhava de dia.

Só restava a tarde para ela sonhar com flores e carretéis de linha.

 

De noite, Flávia sentia cala-frios, entre gritos e gemidos.

E o pesadelo de Silvia virou roteiro para sua rotina.

Já a película de sua retina, entre amigos e cigarros, Silvia não se reconhecia.

Silvia tinha na boca um ½ sorriso desconcertante,

E a fração do seu sorriso ia aumentava a cada instante,

Porque cada dia é um instante, desvanecido em brumas errantes.

 

Enquanto isso Juan, peruca, indumentária, cores e nariz

E a sua saudade do tempo que ele era feliz

E o pessoal da cidade que não prospectava vontade no interior...

Por isso e outras tantas, sua faculdade de ciências contábeis ele trancou.

 

Enquanto isso Silvia conheceu Avelino, que praticava budismo-zen

Juan tinha a mesma idade de Avelino que não dizia idade pra Ninguém.

Juan então conheceu uma Flávia de pessoa, que era advogada.

Ela fazia mestrado de literatura comparada.

Foi Flávia que escreveu a história pouco engraçada de Juan.

Enforcou Juan no penúltimo capítulo.

Enquanto isso, Silvia pulava páginas de sua história com Avelino,

Deixando hematomas em Silvia na capa do seu livro.

 

Com isso Silvia fugiu para o interior

Mas nunca mais encontrou Juan

Que fora seu grande amor

Seu único e grande amor

Numa história que não precisava de autor.



Escrito por Dublês de Poeta às 16h49
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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