LILI, SHOW DOWN

 

 

Como el poker, llamo una guapa a bailar.

Las fichas? Aca, call mi poesía entonces.

Las cartas no ven, pero, interesa los naipes?

Si temprano lo dia, tengo solo una certeza partida.

Lili em la mesa, temida como Jennifer Tilly.

Cuendo mi dice: “no tiene gracia jugar el poker,

Si el ‘Ace’ del poker no esta em la mesa”.

Soy su comodin, su cumbiero. Pero Lili no miente.

Soy solo uno rey, su caballero. Miente, mi elude.

My lady nut, the heart “full house” loser.

Yo ando straight atras del turn, river...

Que royal mas bello que yo hice...

Se tengo su tiempo todo, ganei solo eso.



Escrito por Dublês de Poeta às 21h10
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Ontem eu não consegui dormir

 

Ontem, Bibi, eu não consegui dormir

O que você me prometeu com os olhos

Flertou com esse desastre:

 

Voulez - vous coucher avec moi ce soir.

Ce temps de coucher. Paroles moi.

Cela coule du ma source.

Je ne sais pas qui c´est coule

Ma Godiva, ma femme, mon amour.

 

Ontem, Bibi, eu não consegui dormir.

Teu excesso de clorofórmio entorpeceu os anjos.

Pensou que fosse rainha da marinha.

Dançou valsa sozinha, meu mambembe.

 

Ontem, Bibi, eu não consegui dormir.

Aonde a eternidade deixou o nome de Lefebvre.

Pede perdão, Bibi, meu loló, meu xilindró.

Você é bela Bibi, e isso não é pouco.

 

Ontem, Bibi, eu não consegui dormir.

Um insano sem situação para entender

Ou para discutir, pára Bibi, pára:

 

Voulez - vous coucher avec moi ce soir.

Ce temps de coucher. Paroles moi.

Cela coule du ma source.

Je ne sais pas qui c´est coule

Ma Godiva, femme mon amour.

 

Ontem, Bibi, eu não consegui dormir.

E uso as mãos carcomidas, vagabundas.

Mas você, com tanta boca sobrando nestes lábios.

Eu tenho andado tão papagaio mudo.

 

Ontem, Bibi, eu não consegui dormir.

Mas que lixo Bibi, toca uma música

E me tira para dançar.

Cansei de você Bibi. Cansei disso.

Essa merda que é fazer verso.

 

Ontem eu não consegui dormir.

A legenda subiu, mas o filme não acabou.

Eu espetando a pipoca doce.

Repicando: senta no meu colinho.

Mas, ontem, logo ontem, Bibi...

Eu não consegui dormir.

 

From Campos and Perez



Escrito por Dublês de Poeta às 20h12
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“Dar exemplos é rir da capacidade mental dos outros” - Plí

 

 

Esse diálogo com a Plínia aconteceu no sábado passado, via msn. Há tempos não conversávamos. Sempre assistíamos filmes juntos, saíamos para um fast-food, ou para caçar poesia, jogávamos Poker Texas, bebíamos e, pasmem, até assistíamos TV. Mas nunca conversamos nada sério. Nesse sábado não foi diferente.

 

Dublê de Poeta - Olá, podemos conversar? Adoraria um dia poder te entrevistar, Plínia.

Plínia - Sobre temas obscuros? Não sou boa em temas obscuros. Ser entrevistada é algo obscuro. Mas minha vida é obscura e isso que importa. Minha Vida, minha ida e minha volta. Vamos lá.

DP – Reparou que criou-se quase um ditado popular, onde as pessoas dizem que nada tem muita importância? Você dá importância para alguma coisa?

Plí - O mais aceitável possível. O Resto é senso de humor. Ah, dou bastante importância as cantadas non senses, acho bonitinho.

DP - Você é a única mulher bonita e inteligente que eu conheço, e ao mesmo tempo é advogada. Convenhamos, fazer direito e ser inteligente são coisas paradoxais, incompatíveis.

Plí - Bater e soprar é alguma técnica pra deixar a pessoa mais ou menos constrangida?

No caso, quem tinha que detonar o entrevistado, sou eu. Mas não tem graça denotar pessoas inferiores como os jornalistas.

DP - O que te atinge Plínia, algo que altere seu alter ego?

Plí - Eu ando preocupada, vou deixar de ser estudante e de freqüentar aulas. A sala de aula é o único ambiente protegido (relativamente) e controlado onde eu posso manifestar a minha genialidade, no mundo real ninguém vai dar a mínima.

DP - Tem uma certa ordem no mundo acadêmico.

Plí - Sim. As pessoas triviais não gostam, acham extremamente desinteressante a universidade, os professores e as regras acadêmicas. Elas não abstraem aquilo. É difícil você encontrar uma pessoa autodidata que seja inteligente. A maioria é fútil. Mas é que se criou uma idéia contrária a isso, que pode ser extremamente maléfica e mentirosa.

DP - Mas ainda falta algum senso de humor nas pessoas. O Mundo corporativo deu muita seriedade à elas.

Plí - Mas alguma seriedade é bom, não o tempo todo. Rir de si mesmo é bom quando há comparações.

DP - Historicamente as extravagâncias tinham um caráter mais ideológico, hoje tudo é cometido por um poderzinho ali, um cargozinho aqui. Não se pratica o prazer pelo prazer, parafraseando Théophile Gautier.

Plí - Não se fazem mais surubas como antigamente. Todo mundo anda tenso pelas ruas. Mas ainda existem casas de swing. Você afirma bastante pra um entrevistador.

DP - Prometo rever isso. O entrevistador sempre quer ouvir algo que consiga abstrair.

Plí - Sempre suspeitei que todo tipo de entrevista sempre existe um bem bolado, uma combinação por debaixo dos panos.

DP - Quando está fazendo algo, pensa no que pode causar constrangimento?

Plí - Eu prefiro conversar sobre a verdade, a verdade dos filósofos...

DP - Não acha que a verdade deles trouxe uma herança maldita para a nossa civilização. Nunca mais teremos pensadores como Kant, Nietzsche, Spinoza, Descartes, Marx, Deleuze, Aristóteles. Platões ainda teremos de monte. Mas vamos viver eternamente nessa ideogafia. 

Plí - Não entendi absolutamente nada do que disse... but, I love dead people. Eu, na verdade, gosto de todo tipo de intelectual: pensador, enganador, filósofo, escrevedor...

DP - Eu adoro quando você diz, "não tenho preconceitos literários", mesmo discordando disso.

Plí - Sim. Eu também sou contraditória como qualquer ser que pensa. E no fundo eu não admiro ninguém.

DP - Por isso não vale a pena ataca-los intelectualmente?

Plí - Eu não admiro biografias e estilos de vida, essas coisas. Mas claro que concordo que só vale a pena discutir sobre algo que tenha o mesmo nível intelectual que o seu.

DP- Eu admiro você.

Plí - Deve ser cultural, pelo fato de sermos irmãos. Isso pesa.

DP - Você sempre teve bom gosto nas suas escolhas ideológicas. Você foi a primeira da família, da geração de primos e irmãos a admitir sua posição de direita.

Plí - Tenho um comportamento de direita. Eu não entro na festa, mas não sou de moralizar. Mas eu não levo isso a sério, pelo contrário, creio que votar no Lula é uma manifestação genuína do bom humor.

DP - Você diz sempre que não tem preconceitos literários, mas e os musicais?

Plí - Sempre gostei de Jazz, Bossa Nova e alguma coisa que a MPB tem de triste... Eu sempre gostei de coisas que aguçassem minha melancolia.  Mas não é bom se definir.

DP - Sim, entendo. Não queria perguntar nada sobre direito, acho que você iria odiar. Mesmo que pudesse falar bastante sobre direito. Mas se quiser falar alguma coisa...

Plí - Eu poderia falar sobre direito, mas sobre um fato.  Sem exemplos. Na minha vida acadêmica, mais de 80% das aulas são baseadas no nada do exemplo, do esvaziamento do conceito em si. Eu sei que essa conversa é para o blog Dublês de Poeta. E por isso tenho que ser mais engraçadinha. Mas falando sério, eu não gosto de quem fica de caricatura com uma idéia. Dar exemplo é rir da capacidade mental dos outros.



Escrito por Dublês de Poeta às 14h42
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gosto é do céu

O litoral sul de São Paulo é bonito visto de cima, ali da serra.

Fui ao fórum de Cubatão ontem: céu azul e uma vista incrível.

Trilha sonora impecável na viagem: Chico.

Dá pra ver o mar e ouvindo Bye Bye Brasil a paisagem fica mais interessante: “eu tenho tesão é no mar”...

10 segundos de pura poesia e o resto não vale a pena.

 

E por falar nisso, advogar não vale a pena...



Escrito por Dublês de Poeta às 19h34
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Je Je Je la poesía: uno e dos y...

 

-Passatempo: hoje haja horas.

-Não conheci biografia mais moral e prudente do que a de Prudente de Morais.

-Subversivo é virar de ponta-cabeça o verso de um poeta.

-Release é a métrica poética do jornalista.

-Assessoria de imprensa é o parnasianismo do século 21.

-Modernismo é modismo de intelectual brega.

-Ética é a virtude dos idiotas.

 

Linkizinho para chargezinha sobre estudante de direito



Escrito por Dublês de Poeta às 11h30
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Babe.

 

A Juventude está póstuma e ainda somos jovens, babe. Se de nada resta o meu verso, senão a risada proeminente da prosa que me implica, o jornalismo ainda se sustenta de Capotes e Thompsons, e se auto-sustenta do que sobeja a fealdade. Complicado. No entanto...

 

Nunca acorde um sonâmbulo no meio do sonho. Ele pode se tornar agressivo.

 

(e nos acordar também?).

Escrito por Dublês de Poeta às 12h00
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Modernismo, modismo e contemporaneidade

para depois de amanhã, ontem.                                                                   

  "                                                    

 "  Joeà

 

Proporcionei-me a escrever um diálogo moral entre o célere e o célebre. Um tratado do dia do blank man de classe média. Eu diria que cometi assaz metafísica em certa altura. O Joe, mordomo do blog, veio com o apagador do paint e limpou.  Questões filosóficas dele, de maneira que eu não me intrometo. Ele sabe bem quem nunca me serviu deveras. Também, e ainda mais, pelo fato de eu ser um homem contemporâneo, em todos os sentidos, carrego todos os clichês dentro: mentais, espirituais, débeis e falhos. O Joe é muito gentil e educado. Entretempos ele pinta no paint poesia cretina junto comigo. Gosto do Joe. Ele possui apenas o vício do tabagismo, que está acabando com os dentes dele.



Escrito por Dublês de Poeta às 20h54
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A CBF torce contra o Atlético.

O Atlético torce contra o Brasil

No dia 31 de Dezembro, em São Paulo, aconteceu a principal corrida de rua brasileira, a São Silvestre. Uma espécie de meia maratona que comemora o fim de ano. O Brasil, representado por vários corredores do Cruzeiro, era o favorito para vencer a competição. Sabendo disso, o departamento de Marketing do Atlético ofereceu um prêmio para os quenianos, caso eles vencessem a prova. Resultado? O Galo mais uma vez torceu contra o Brasil. O Brasil Perdeu. O Galo Ganhou. (FOTO)

 

A CBF roubou títulos históricos do Atlético

O Atlético roubou a História da CBF

Historicamente o Atlético sempre foi contra o Brasil. A vitória do Galo, em 1969, com gol de Dadá Maravilha, pouco antes da famosa seleção de 70, com Pelé e cia, ganhar a Copa do Mundo, selou o Atlético como o único clube a vencer a seleção. O Galo ganhou de 2x1 na partida contra a seleção brasileira com um gol Dadaísta! Dadá inventou o Gol conceitual, antiestético, sem conteúdo ou performance. O Gol seco, o gol niilista que deixa um vazio no oponente e em sua platéia.

Vencendo o torneio por três vezes, o Brasil conquistou o direito de ficar definitivamente com o troféu Jules Rimet. Porém, um dirigente atleticano, representante do clube no Rio de Janeiro, acreditou que o troféu pertencia ao Atlético, pois havia vencido o confronto com a seleção. E o tomou da CBF. Na famosa história do roubo da Jules Rimet. Alguns atleticanos juram que já viram a taça exposta na galeria de troféus do  Clube, no bairro de Lourdes, em belo Horizonte.

 

*para não dizer que não falei do Galo no seu centenário.



Escrito por Dublês de Poeta às 20h14
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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