VIDEOZINHOS (meu gosto musical é altamente duvidoso)

 

France Gall - Um dos primeiros trailers musicais coloridos da década de 70. France é a mistura de Adriana Calcanhoto e Paula Toller na versão charmosinha gracinha, que as brasileiras não possuem. :P

 

 

Ivor Cutler - Compositor, músico e humorista, se é que podemos catalogar alguém. Letras non sense, surreais e interpretação a altura. Morreu em 2006. snif

 

 

Charlie Garcia - Argentino. Músico. Bigodudo. Motivos suficientes para detestar um ser humano. Estoy Verde é uma canção contra o racismo. Charlie diz estar verde com o racismo - Eu pergunto: verde claro ou verde escuro? bah



Escrito por Dublês de Poeta às 16h07
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Como os Emos influenciaram a nossa vida

Quem foram os Emos mais famosos do Brasil que influenciaram o Tiopês , a Sabedoria Nerd e a Cultura dos Menino Criado Com Vó dentro da língua portuguesa? É uma pergunta bóbs que procurei responder neste espaço indie, consultando como um nerd a desciclopédia, o Orkut, Myspace, MSN, Odocu, Hi5, Twitter, Flickr, blogs e Google – não deixei de pesquisar a arqueologia internética como o Bate Papo Uol, Mirc e ICQ etc. Acredito que esse movimento da desinformação vai resgatar os valores morais e éticos da cultura blog e suas ramificações na vida pessoal, sentimental, profissional e, quiçá, pudim e geléia.

Rbotro ; craosll (trad. Roberto Carlos) Para alguns o Rei Roberto Carlos. Para a Cultura Emo, o Deus vivo, ou a história antropológica do Emo brasileiro. Para os Emos, suas letras são comparadas aos capítulos bíblicos. Os Emos mais ortodoxos acreditam que Roberto carlos é o verdadeiro messias. Estudos de literatura comparada mostram fortes ligações com Cantares de Salomão e os Salmos de Davi com as letras de Roberto Carlos.

‘mTm m’ni (trad. Tim Maia) Quase um verbete Emo. Segundo Nelson Motta, o bigode e a barba rala de Tim enfluenciaram muito o que mais tarde seria o visual capilar Emo. O Soul Emo ‘’ se pontencializou com esse refrão, “ é primaveraaa te amooo é primaveraaa te amooo, meu amorr, trago essa rosa... (longa pausa) para te dar!”.


Caeaea vleos (Trad. Caetano Veloso). Enquanto a Bossa-Nova vinha com a revolução de colocar letras alegrinhas num jazz puxado para o samba, Caetano Veloso, um dos grandes subversivos da cultura Emo (um duplo pleonasmo), escreveu Desde que o Samba é Samba é Assim colocando o lado triste de Caetano na Bossa, “a tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim”.

 

vin´´ di mmourais ( trad. Vinícius de Moraes) – O ícone do Emo Cult. Na cultura Emo, os versos de Soneto Do Amor Total e Soneto da Fidelidade compara-se a epopéia de Ilíada na cultura Emo. Saber de cor(ação) esse dois poemas é como um ritual de iniciação Emo.

 

lu´”s ogunzaH (trad. Luiz Gonzaga) - Foi sem dúvida o fundador do movimento Folk Emo Baião. Um dos expoentes da linguagem Emo dos bate papos e do Tiopês. Com esse refrão, “Quandu oiei a terra ardenuu, na fogera de saum jão, eu preguteiiiiiii a Deus do ceóuai, porqi tamaã~~nhããã judiaç~o”

 

liu’s ina i’o LL ‘ islav n´ço eprside’ti Emo (Trad. Luiz inácio Lula da Silva, Nosso presidente Emo.) O apogeu do Emoísmo. Lula conseguiu juntar toda a linguagem emo e transpô-la para o Tiopês Falado. Lula é o maior intelectual da cultura Emo hoje em dia. (Os Emos elegeram o presidente da república).



Escrito por Dublês de Poeta às 12h19
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Blogue vira filme, Zé.

 

Admito que me comovi pateticamente com o flyer que o Murilo Salles enviou. Ele pede, todo engajadinho, que todos  prestigiem o cinema nacional, em especial o seu longa, Nome Próprio. No objetivo de cumprir a renda média de bilheteria e com isso conseguir ficar mais uma semana com seu filme em cartaz nos cinemas. Lá vai, tô indicando o filme então. Antes, Murilo Salles esteve aqui em Belo Horizonte na estréia. Israeleza Campos entrevistou o cineasta pela TV-UFMG, quase um furo total de reportagem, devido a confusão do diretor de Central do Brasil, o popstar Walter Salles, com seu irmão Murilo. Êta Israeleza.

 

Quem for ao cinema com aquela desculpa que só vê cinema nacional porque rola muita putaria, não vai se decepcionar e, dependendo do ângulo, você vai até se surpreender - seja por bem ou por mal. Camila (Leandra Leal) já no início do filme é flagrada traindo seu namorado, ela, peladona, discute o relacionamento com o xifrudo até ser expulsa da casa do namorado. A partir daí é muita fumaça de cigarro, sexo, cerveja e vodka, ao som frenético do teclado. Com Camila expelindo suas palavras na parede, no chão, na tela do computador e onde mais conseguia alcançar sua imaginação e seu delírio pela escrita.

 

 

 

O filme, de baixo orçamento, onde o próprio Murilo é o câmera, explorou muito pouco a linguagem da internet, ficando apenas nos diários e e-mails amorosos. Murilo Salles declarou em entrevista, não gostar muito de internet. Deve ser por isso que ele não analisou tanto o fenômeno dos blogs. Preferiu se apoiar mais na linguagem de Clarah Averbuck, blogueira que inspirou Murilo. Nome Próprio por vezes é bêbado, por vezes lunático, simbiótico, por vezes voyer,  por vezes clichê. Não aquele clichê no qual apontamos o dedo, enrugamos e coçamos a face dizendo, “que emburrecedor e chato”, não. Mas a constatação da própria chatice excessiva da vidinha social. A preocupação com o julgamento das pessoas. O que nos impede de realizar o que queremos e acabamos não sendo o bastante, o óbvio, o explícito de nós.

 

Clarah Averbuck e Blóogs...

 

Lendo um pouco mais o blog da Clarah Averbuck e assistindo algumas entrevistas dela no youtube, minha nerdice concorda com suas constantes respostas de que não existe literatura de blog (conhecem o blog cersibon?). É uma declaração muito “ok”. Alguma coisa já existe de bloguismo, e não é jornalismo, pode ser adaptação, lançamento de livros inspirados em blogues. Também não quero acreditar que é um fenômeno social. Tenho aversão a fenômenos sociais. Ou algo é social ou algo é fenomenal, essas duas palavras juntas são incompatíveis ao meu ver status preconceictus. Prefiro acreditar que o blogger é aquele hacker a serviço da informação, do entretenimento, da literatura, da comunicação. Que usa o conceito e a ferramenta, mas é um programa e um jeito de fazer ultra dinâmico. Como se a linguagem fosse um grande software aberto em mutação. nuh!



Escrito por Dublês de Poeta às 05h09
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Meu nome é Palomah e eu também tenho um diário. 

 

Atemorizante não é acordar ao som de um despertador, mas levantar para a ficção da vida, sabendo que ninguém vai abrir a janela do meu quarto para mim. Ter que retomar a consciência depois de um intervalo de ausência existencial. O silêncio só alarga minha cama, rasga o meu lençol, intensifica os segundos e dilatam pupila, mamilo e pensamento. Meu coração acelera o foguete e abre os faróis promovendo possíveis metonímias. Sinto-me mais magra do que o habitual, mais triste, mais sensual, mais inteligente. Penso em toda burocracia existente no Brasil para poder afirmar que algo é inteligente, logo me dá preguiça, e tenho conhecimento do desperdício de ser inteligente no Brasil. Procuro a alça da minha camisola para encobrir meus seios, cobrir o pudor frente minha solidão. Experimento os vestígios de sangue coagulados entre meus dentes e minha gengiva, misturado com o gosto azedo da última refeição. Isso deve ter alguma relação com o mau-hálito, penso. Logo dou uma risada do meu próprio humor escatológico, e minhas pequenas banalidades. Penso estar cometendo literatura. Penso estar perdendo tempo. 

 

Mas se eu pudesse recortar etapas ao acordar: tomar banho, depilar, pentear meus orgulhosos cabelos loiros e lisos, escovar os dentes, alimentar-me e trocar de roupa. Se eu acordasse e simplesmente saísse para fazer o que eu me propus a fazer; de camisola mesmo, descabelada, com a boca cheia de vestígios daquele sangue coagulado. Talvez um copo de conhaque resolvesse o problema. Não sei por que tenho as gengivas tão sensíveis. É como se eu mestruasse pela boca. Se minha boca começar a ovular, corro riscos terríveis de engravidar por essa via, o que me deixa cautelosa em relação a certos atos sexuais.

 

Olho no espelho: sou bonita; a transparência da camisola confirma minha beleza e juventude, que tonificam minha auto-estima. Talvez hoje eu tire uma fotografia do meu corpo e publique no meu fotolog como fazem as garotas de hoje. Mas eu não tenho fotolog. Dou outra risada do meu humor caótico. Meu ego não é tão famoso quanto o ego da Clarah Averbuck (aquela blogueira que inspirou o filme: "Nome Próprio"), embora saibamos que somos duas anônimas, ela, por saber disso, é frustrada, por minha vez, essa condição me deixa insustentavelmente livre. Mas eu sou mais discreta que ela. Sou a típica escritora carioca que não existiu pela característica do charme feminino. E  porque fui capaz de amar um homem, como um soneto amou uma mulher no século XVII.



Escrito por Dublês de Poeta às 02h59
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Somos maus, mas temos medo de sentir medo de gays.

 

Ninguém respeita mais o homem branco machão contemporâneo de classe média. É difícil estar do lado de uma minoria social sem privilégios. Querem tirar nossos cigarros, nossas bebidas, rebaixar nossas filosofias rodrigueanas sobre futebol e apagar todas as nossas invenções ideológicas sobre a mulher. E não obstante, não obstante e não obstante, criaram a legislação do arco-íris, lei gay ou Lei PLC122/2006  , que pode tornar crime a homofobia ou quaisquer manifestações homofóbicas. Assunto tão subjetivo, pois não entendemos o que possa ser uma manifestação homofóbica: nojo, embrulho de estômago, espanto, cara feia; franzir de sobrancelha ou testa, vale? Ao ver dois seres humanos do mesmo sexo se beijando, não se pode nem peidar. Pois eles podem alegar discriminação e você passa de peidorreiro a criminoso.

 

Na terrinha existe uma prática recorrente de legislar para conter nossos clamores sociais. Geralmente a lei é feita as pressas ou é desenterrado algum projeto de lei dos primórdios, que estava na gaveta ou debaixo do tapete, para dar uma resposta a esses clamores públicos de cidadãos que se sentem agredidozinhos com a violência ou com as gayzices que veêm na TV.

 

Foi assim com a Lei dos Crimes Hediondos, criada após a morte de Daniela Perez e alterada posteriormente. Foi assim na recente reforma do procedimento do tribunal do júri, em razão da morte da religiosa Dorothy, no Pará. Foi assim na morte do menino João Hélio, que acirrou o debate sobre a maioridade penal ser reduzida para 16 anos. O tempo passa e ninguém mais fala sobre esses assuntos, por que será, hein, hein? Esquecem rápido o que antes condenavam com tanto ódiozinho no coração para dar.

 

Além desses exemplos, existem projetos de lei a serem aprovados, projetos divertidíssimos aliás, que proibiriam, por exemplo, o uso de palitos de dentes em restaurantes em substituição ao fio-dental (bucal). Ou, ainda, a proibição do uso de celulares em sala de aula. Já não bastasse a proibição de bebida destilada em sala de aula, pô. Parece brincadeira, mais não se discute coisas sérias como a legalização do topless, assunto de suma relevância à classe já mencionada no primeiro parágrafo.

 

No Brasil é assim, queremos colocar ordem ao caos mediante decreto. Como se fosse possível construir um homem por decreto, ensinar sexualidade por decreto, civilidade por decreto, senso de humor por decreto e etc.

 

 

Enfim, falamos aos quatro cantos sobre teorias abolicionistas do direito penal. Somos a favor da descriminalização de várias condutas, entre elas: atos obcenos, um tapinha não dói, implantes de silicone, lipoaspiração e plástica, tudo pelo SUS, em favor das mulheres com baixa aptidão para beleza e etc.  Não achamos que a criminalização da homofobia seja um passo adiante, mas um passo capcioso para trás. Seria também uma incoerência não ter incluído a discriminação do cidadão que transa com árvore, com rã e com rio: o chamado pansexual.

 

Estamos fazendo alarde? Ora, estamos virando minoria! Temos fobia de que certas expressões muito utilizadas no nosso dia-a-dia tenham que ser eliminadas. Então vamos falar bastante antes que vire crime: seu viiiiadinho, biba, baitola e gayzim. Será uma grande perda pra língua portuguesa a supressão de palavras tão engraçadinhas.

 

O que nos assusta é a possibilidade de que este rol venha a ser ampliado, incluindo: mulheres feias, loiras, gordos, carecas, pessoas intelectualmente desfavorecidas, nerds, revistinhas do Ari Toledo, menções ao século XIX, políticos, advogados, jornalistas, dublês de poeta. Ou seja, vai ser difícil contar uma boa piada.



Escrito por Dublês de Poeta às 02h26
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Oi, Três links da FLIP para vocês, filisteus. Sobre a VI Festa Literária de Paraty que está acontecendo de 02 a 06 de Julho.

 

Blog da Flip - Esse é um blog brasileiro com informativos diários, Videos e pouca opinião. Para quem não gosta de ouvir opiniões.

 

Oi Futura - Esse é um site com transmissão ao vivo da Flip. Inclusive com transmissões sobre eventos infantis. Eu sempre penso que literatura é coisa de homem, mas ela também é de crianças e de mulheres.

 

Ler.Blogs/ - Esse é um blog português, que passa a cobrir todo o evento, com informativos diários e bastante opinião.

 

au revoir,  filisteus...



Escrito por Dublês de Poeta às 22h33
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Liberté

Imagem e video tem que ter um porquê de estar aqui. Porque sim. Quem não assistiu, é um bom motivo para faltar no trabalho essa semana:o filme Edith Piaf - um hino ao amor. Aprendam a cantar Milord, Non, Je ne regret rien, La marseillaise, etc... que nunca mais vocês vão querer falar em Marisa Monte e Gal Costa. Se vocês se esforçarem, não vão querer assistir mais as atrizes brasileiras - ao menos, é claro, vê-las na Playboy.

e

Marion Cottilard no dia que ganhou o Oscar, 2008 e ao lado interpretando Edith Piaf, 2007.

 

Aqui, La Marseillaise - Pauline Burlet

 

Allons enfants de la patrie,

le jour glorie est arrivé.

Contre Nous de la tyrannie,

l'etandard est levé!

l'etandard est levé.

Entendez-vous,

dans nos canpagne.

Mugir Les féroces soldats?

IIs, viennent jusque dans vous bras,

égorger vos fils vos conpagnes.

Aux armes citoyens, formez vos batailllons!

 Marchons, Marchons,

qu'un sang impur

abreuve nos sillons.



Escrito por Dublês de Poeta às 12h06
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Autores:

Caiocito Campos, sofista inventor de teses obscuras e opinista esteta comportamental.

Plínia Campos, advogada que está quase fazendo qualquer coisa, sendo este quase, mínimo.

dublesdepoeta@yahoo.com.br


 
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